Bolsa de Tóquio cai 1,23% apesar de ganho de 6,7% da Sony
São Paulo, 21 (AE) - A Bolsa de Tóquio abriu a semana em baixa, espelhando-se na forte queda de Wall Street na sexta-feira, embora a disparada de 6,7% da Sony tenha amortizado o declínio do pregão japonês. A Sony avançou 2 mil ienes, o seu limite máximo de alta em um único dia, para 31.650 ienes, com a expectativa de que seu videogame PlayStation 2, que começará a ser vendido no dia 4 de março, deverá encontrar uma demanda aquecida. Outras blue chips, no entanto, seguiram em trajetória de queda. O Nikkei-225, benchmark da Bolsa de Tóquio, deslizou 245,28 pontos (-1,23%), para 19.543,75 pontos, enquanto o índice amplo Topix, refletindo a média de variação de todas as ações da sessão matutina, recuou 39,05 pontos (-2,27%), para 1.680,72 pontos. Na sexta-feira, o Dow Jones perdeu 295 pontos (-2,89%) e o Nasdaq caiu 137,18 (-3,02%), em uma reação retardada ao alerta do presidente do Federal Res erve, Alan Greenspan, sobre o fato de as recentes elevações do juro básico não terem sido suficientes para esfriar a pujante economia norte-americana. "O mercado (de Tóquio) ainda tem muita energia, mas estamos em um ponto importante. Se as companhias com perspectivas fracas de negócios, como as siderúrgicas e as indústrias pesadas, não derem andamento a reestruturações para alavancar o valor de seus papéis, o mercado ficará emperrado dentro de uma margem", avaliou Shigeharu Shiraishi, do ST Yamaichi Asset Management. Ações com preços baixos da "velha economia", como bancos, aço e construção continuaram sendo alvo de uma ativa venda de posições cruzadas, em razão da aproximação do fim do ano fiscal, em 31 de março. O bloco do setor siderúrgico foi um dos mais movimentados, com a NKK perdendo 3,3%, a Nippon Steel recuou 1 7% e a Kawasaki Steel deslizou 6,2%. Entre os papéis que integram o Nikkei, o da montadora Mazda foi o que registrou a pior performance, com perda de 9%, após a companhia ter advertido que seu resultado para o ano deve cair mais de um terço em relação ao nível do ano passado. O Softbank, um dos maiores investidores das empresas pontocom, recuou 2,2%.





