Bolsa de Taiwan despenca por temor de vitória da oposição13/Mar, 16:55 Taipé, 13 (AE-AP) - A bolsa de Taiwan registrou hoje (13) uma de suas piores quedas pelo temor de que as já tensas relações com a China possam piorar se o candidato pró-independência, Chen Shui- bian, do Partido Democrático Progressista (DPP), vencer as eleições presidenciais de sábado. O ministro das Finanças, Paul Chiu, tentou acalmar os investidores assegurando que as bases econômicas de Taiwan são firmes e quatro fundos estatais entraram para dar apoio ao mercado. O índice Taiex, o principal da bolsa taiwanesa, caiu 617,65 pontos, ou 6,55%, e fechou em 8.811,95 - uma queda recorde em termos de pontos e porcentagem. Quase todas as ações caíram ao seu limite diário de 7% quando os nervosos investidores começaram a vender suas ações com medo de que o governista Partido Nacionalista (Kuomintang) seja substituído pela primeira vez em mais de cinco décadas na segunda eleição democrática do país. Outros mercados asiáticos também sofreram profundas quedas, mas por motivos diversos. A maior queda da bolsa taiwanesa havia sido registrada em 16 de julho, quando despencou 6,4% depois que o presidente de Taiwan, Lee Teng-hui, anunciou que as relações com a China deveriam ser de "Estado a Estado" Analistas financeiros atribuíram a queda à incerteza sobre o resultado das eleições nas quais três candidatos - Lian Chen, do Kuomintang; Chen Shiu-bian, do DPP; e o independente James Soong - mantêm um empate virtual. Contudo, Chen Shui-bian, candidato democrata e ex-prefeito de Taipé, acusou hoje o partido governista de manipular a bolsa "por interesses eleitorais e partidários em detrimento dos interesses de milhões de investidores". Durante sua campanha, o governista Kuomintang intensificou seus ataques contra Chen e destacou o perigo de uma guerra com a China se o candidato democrata e favorável à independência da ilha vencer as eleições. Pequim - que por diversas vezes ameaçou invadir a ilha se Taiwan declarar a independência - ameaçou recentemente e pela primeira vez usar a força se Taipé continuar adiando as negociações sobre a reunificação. Taiwan, para onde fugiram em 1949 o deposto presidente nacionalista Chiang Kai-chek e seus seguidores após a vitória dos comunistas, é considerada pela China uma província rebelde. O atual governo só aceita uma reunificação após a democratização do continente.

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