Nova York, 31 (AE-DOW JONES) - Pelo segundo dia consecutivo, a Bolsa de Valores de Nova York encerrou o pregão, nesta quarta-feira (31), abaixo dos 10 mil pontos, com queda de 1,28%, em 9.786,16 pontos, depois da divulgação dos dados que mostram uma pequena desaceleração no ritmo de crescimento do país. Nos demais mercados acionários importantes, exceto no Brasil e em Tóquio, a jornada foi positiva.
Em Tóquio, o Índice Nikkei das 225 principais ações negociadas em bolsa retrocedeu 0,14% por causa dos sinais de que a crise econômica ainda não está debelada. Também na Austrália a bolsa fechou com queda de 28,1 pontos, no rastro do recuo de Wall Street e da queda da Bolsa de Tóquio.
No mercado de commodities, o preço do petróleo continuou avançando. O barril do tipo Brent superou ontem a barreira dos US$ 15 pela primeira vez desde março de 1998, chegando a ser negociado a US$ 15,30 antes de recuar para US$ 15,22 no fechamento de Londres.
Rubin - A crise do Japão, aliás, foi novamente comentada pelo secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Robert Rubin, que insistiu na necessidade de o país avançar no programa reformas de modo a recuperar sua economia. Segundo Rubin, Rússia, Japão, América Latina e Europa Ocidental ainda têm muito o que fazer para conduzir suas economias a um ritmo de crescimento mais adequado, a exemplo do que ocorre nos EUA.
Por enquanto, contudo, disse o secretário, Japão, América Latina e Europa Ocidental deverão experimentar um período de crescimento baixo.
Em um discurso feito na Universidade do Estado da Carolina do Norte, por ocasião do Fórum de Assuntos Emergentes, Rubin também criticou a "corrupção disseminada e a falta de uma estrutura legal que dê sustentação à economia russa". De acordo com o secretário do Tesouro, os EUA também deverão agir com cautela e austeridade, usando o superávit fiscal para quitar dívida, em vez de elevar os gastos, para assegurar a manutenção do crescimento sustentado.

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