Nova York, 02 (AE-DOW JONES) - A Bolsa de Nova York teve sua melhor semana desde outubro e bateu seu primeiro recorde desde 13 de maio. De acordo com analistas, a alta de hoje, de 0,66% foi causada pela divulgação dos dados sobre emprego, que não alteraram as expectativas do mercado em relação ao surgimento de pressões inflacionárias.
O índice Dow Jones fechou hoje (02) em 11.139,24 pontos, superando o recorde de 11.107,19 pontos do dia 13 de maio. O Nasdaq, concentrado em ações de tecnologia, avançou 34,84 pontos (1,29%), para fechar em 2.741,02 pontos (terceiro recorde consecutivo no nível de fechamento).
Os preços dos títulos do Tesouro dos EUA fecharam em leve queda, com correspondente elevação nos juros. O mercado fechou mais cedo por causa do feriado de segunda-feira, 4 de julho, nos EUA. Foi limitada a reação aos dados do desemprego em junho, divulgados pela manhã.
Segundo operadores ouvidos pela agência Dow Jones, o pequeno impacto dos indicadores nos preços dos títulos do Tesouro norte-americano mostra que o sentimento do mercado melhorou depois de o Fed adotar uma tendência neutra para as taxas de juro, na reunião de terça e quarta-feira. "O mercado está adotando uma visão de prazo mais longo, por causa da tendência neutra do Fed", disse o estrategista Anthony Crescenzi, da Miller Tabak Hirsch & Co. O juro do T-Bond de 30 anos estava em 6,006%, ante 6,004% no fechamento anterior; a mínima foi em 5 988% e a máxima em 6,028%.
O dólar registrou hoje uma leve alta em relação ao iene e recuou ante o euro em Nova York, com operadores ajustando posições para o fim de semana prolongado nos EUA e na expectativa de um relatório importante sobre a economia do Japão.
O euro estabilizou-se na faixa entre US$ 1,0210 e US$ 1,0250, depois de ter alcançado a mínima histórica de US$ 1,0200 na quinta-feira. Hoje, o dólar alcançou seu nível mais alto dos últimos 22 meses em relação à libra e o mais alto em oito anos ante o franco suíço. Essa alta foi atribuída ao fim do nervosismo quanto aos preços dos ativos norte-americanos depois de o Fed anunciar tendência neutra para as taxas de juro.
Na manhã de segunda-feira em Tóquio (noite de domingo nos EUA), o Banco (central) do Japão divulga sua pesquisa trimestral Tankan, sobre o sentimento do empresariado japonês. Especula-se que um relatório positivo poderá provocar uma forte onda de compra de ienes - o que, por sua vez, pode levar o banco central japonês a intervir novamente no mercado de câmbio, para conter a alta da moeda. Um relatório mais fraco do que o previsto motivaria uma nova alta do dólar ante o iene.
No fechamento em Nova York, o iene era negociado a 121,02 por dólar, de 120,82 por dólar ontem; o euro era negociado a US$ 1 0237, de US$ 1,0233 na quinta-feira. A libra fechou a US$ 1,5765
depois de ter caído à mínima de US$ 1,5765; o franco suíço fechou a 1,5678 por dólar, com mínima em 1,5678 por dólar.

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