Bolsa de Nova York retoma desvalorização
Nova York, 01 (AE-DOW JONES) - A Bolsa de Valores de Nova York retomou sua trajetória de queda e encerrou a semana em baixa significativa. O Índice Dow Jones caiu 0,6% nesta sexta-feira (01), para 10.273 pontos. Os relatórios com dados sobre a atividade industrial do país e renda per capita indicaram que a economia está crescendo a uma velocidade suficiente para provocar inflação e aumento dos juros.
O índice da Associação Nacional de Administração de Compras mostrou aceleração da produção, já que a demanda e as exportações aumentaram mais que o esperado. O índice passou de 54,2 em agosto para 57,8 em setembro, o maior desde o fim de 1994.
A renda per capita dos norte-americanos, - inclui salários, juros e benefícios do governo - subiu 0,5% em agosto, enquanto os gastos caíram e a poupança interna aumentou, informou hoje o Departamento do Comércio do país.
Em outro relatório, o departamento anunciou que os gastos com construção caíram 0,4% em em agosto para uma taxa anual de US$ 692 bilhões, sinal de que um dos setores mais fortes da economia está se desaquecendo. Em julho, esses gastos caíram 0,6%.
A preocupação com a possibilidade de aumento das taxas de juro nos Estados Unidos atrapalhou mais uma vez o desempenho das ações e títulos públicos europeus. Os investidores estão concentrando-se nas reuniões das autoridades monetárias na semana que vem.
Na terça-feira, dia 5, são os Estados Unidos que definem seus juros. E na quinta, dia 7, é a vez do Banco Central Europeu e do Banco (central) da Inglaterra.
O índice pan-europeu mostrou que a produção industrial da Zona do Euro cresceu no seu ritmo mais alto em 14 meses, até setembro
enquanto os preços aumentaram na maior velocidade em dois anos.
A Bolsa de Londres caiu 0,6%, enquanto os papéis parisienses recuaram 0,9%. Em Frankfurt, a perda foi de 0,49%.
O ouro também voltou a se desvalorizar no mercado londrino e fechou a semana em US$ 305,50 a onça. Mas há expectativas de que o metal volte a encarecer.
A valorização do dólar ante o iene e a queda dos índice de desemprego no Japão impulsionaram as ações do país. A Bolsa de Tóquio subiu 1% hoje e fechou em 17.182,26.
Segundo dados do governo, a força de trabalho do país ganhou mais 300 mil pessoas e o índice de desemprego caiu 0,2% para 4 7%, depois de dois meses em recorde de alta (4,9%).
A Agência de Administração e Coordenação informou que o número de desempregados em agosto somava 3,2 milhões. São 10 mil pessoas a mais que em julho e 230 mil a mais ante o ano passado.
A oferta de trabalho foi de 46 vagas para cada 100 pessoas que procuraram emprego. Os setores de construção civil e das indústrias foram os que mais contribuíram para a melhora, graças à oferta de contratos temporários. A situação, porém, ainda está longe do ideal.
Em Tóquio, o dólar encerrou o dia comprando 105,75 ienes, em alta de 0,09% em relação à véspera. Os investidores ainda estão atentos à pesquisa que o Banco (central) do Japão deve divulgar na próxima semana, sobre o índice de confiança nos negócios.
Além disso, ainda não terminou a expectativa de que as autoridades monetárias japonesas aumentem a liquidez do mercado para conter a alta da moeda. Na reunião do G-7, Grupo dos Sete países mais industrializados, o BC japonês disse que só vai alterar sua política monetária se o fortalecimento do iene permanecer.





