Bolsa de Nova York fecha em queda discreta
Nova York, 10 (AE-AP) - O Índice Dow Jones fechou hoje (10) em queda discreta, de 24,3 pontos, ou 0,22%, num dia em que algumas blue-chips foram afetadas pela recente alta das taxas de juros dos títulos do Tesouro norte-americano.
Ações de empresas ligadas ao consumo e ao setor financeiro recuaram, porque são prejudicadas pela elevação das taxas. O mercado teme que o Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) aumente os juros básicos no dia 18, para evitar pressões inflacionárias.
Hoje, porém, as taxas de juros dos T-Bonds, títulos de 30 anos
tiveram ligeira baixa, caindo de 5,81% para 5,79%.
O movimento do Dow Jones não foi uniforme durante o dia, pois o principal índice da Bolsa de Nova York também operou em alta, chegando a bater na máxima de 11.070,25 pontos, para depois cair e fechar a 11.007,25 pontos.
Essa alta no começo dos negócios foi estimulada pela esperança de que o conflito entre as forças da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e a Iugoslávia pode estar caminhando para uma solução. As informações de que o exército iugoslavo começou a retirar parte das tropas de Kosovo, divulgadas pela agência oficial do país, Tanjug, animou o mercado.
O movimento na Bolsa de Valores de Nova York seguiu um comportamento inverso ao da semana passada, quando os investidores venderam ações de tecnologia e compraram papéis de empresas cíclicas, cujo desempenho está diretamente ligado ao desempenho da economia, impulsionando o Dow Jones.
Hoje, foi a vez das vendas das blue-chips e das compras das ações tecnológicas. O Nasdaq, índice que concentra os papéis de empresas do setor, teve alta de 0,91%. O destaque foi a alta das ações da Compaq e da Dell Computer, por conta do otimismo de alguns analistas de que os futuros lucros das empresas deverão justificar os elevados preços das ações.
A queda do Dow Jones deveu-se em parte a um movimento de realização de lucros, já que o índice bateu sucessivos recordes nas últimas semanas. Na sexta-feira, por exemplo, o indicador superou mais uma marca histórica, ao fechar a 11.031,59 pontos.
As bolsas européias abriram em forte baixa por conta das preocupações em relação ao bombardeio da embaixada da China em Belgrado por forças da Otan, ocorrido na semana passada. Mas as perdas diminuíram depois que a Tanjug informou que o exército começou a retirar as tropas de Kosovo.
A abertura em alta das ações norte-americanas também ajudou a melhorar um pouco o desempenho das bolsas européias. Os mercados acionários de Londres e Frankfurt e Paris fecharam em baixa de 0 12% e 1,73%, enquanto o de Paris inverteu a mão no fim dos negócios e encerrou o pregão com valorização de 1,34%.
Na ásia, a Bolsa de Tóquio fechou em alta de 0,18%. A valorização das ações foi estimulada pela expectativa de que o governo japonês pode tomar medidas para animar a economia em breve. O chefe da Agência de Planejamento Econômico do país, Taichi Sakaya, disse ontem que estão em estudos a adoção de novas providências nesses sentido.
O mercado acionário de Hong Kong subiu 1,3%. No entanto, o Índice Hang Seng abriu em queda expressiva, por conta do temor dos investidores de que as relações entre a China e os Estados Unidos poderiam piorar em virtude do bombardeio da embaixada chinesa pelas forças da Otan. As ações passaram a trabalhar em alta depois que surgiram as notícias de que o gigante do setor financeiro HSBC está comprando o Republic New York e o Safra Republic Holdings por US$ 10,3 bilhões.
A Bolsa de Buenos Aires fechou em queda de 1,63%, num movimento de realização de lucros. O mercado acionário argentino subiu muito nos últimos dias, especialmente depois que a empresa espanhola de petróleo Repsol fez uma oferta para a compra da Yacimientos Petrolíferos Fiscales (YPF) por US$ 13,44 bilhões. A proposta foi aceita hoje à noite.
Já a Bolsa da Cidade do México fechou em alta de 1,95%, encerrando pelo terceiro pregão consecutivo em nível recorde. O mercado acionário local fechou a 6.080,47 pontos. A alta foi motivada pela compra de ações por parte de investidores estrangeiros.





