Bolsa de Londres quer ampliar relações com Brasil
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 17 de novembro de 1999
por Alberto Fernandes 
Londres, 17 (AE)- Começou hoje em Londres o 5º seminário "Brasil para Investidores" promovido pela Abrasca. Na abertura do seminário, o presidente da Abrasca, Alfried Ploger, destacou que as empresas brasileiras têm um dos níveis mais baixos de endividamento do mundo e que, segundo analistas, a inflação medida por índices ao consumidor não devem passar de 8% a 10% este ano. O diretor da Bolsa de Valores de Londres, Paul Geradini, disse que espera um crescimento rápido dos negócios da Bolsa de Londres com o Brasil. Segundo ele, a bolsa pode servir como porta para investimentos estrangeiros entrarem no Brasil. Segundo ele, muitos fundos internacionais só vão comprar ações de empresas internacionais que forem listadas na Bolsa de Londres. Ele disse que existem mais empresas internacionais listadas em Londres do que em qualquer outra bolsa de valores no mundo. Mas, segundo ele, até o ano passado, as atividades com o Brasil eram muito pequenas e que entre 113 GDRs listados na bolsa de Londres, só uma é brasileira (Celesc). Ele disse também que as operações na bolsa de Londres não devem diminuir os negócios para as bolsas brasileiras. Mas ele espera que as bolsas brasileiras se beneficiem do aumento de liquidez causado pelos investimentos captados pelas empresas em Londres.


