'Bolha' dos EUA pode estourar em 2000
Nova York, 13 (AE) - O Relatório de Competitividade Global, divulgado oficialmente hoje (13) pelo Fórum Econômico Mundial, entidade com sede na Suíça e status de consultora das Nações Unidas, prevê que o superaquecimento da economia norte-americana deve terminar no ano que vem.
De acordo com o relatório, cuja equipe inclui o economista de Harvard Jeffrey Sachs, a situação dos Estados Unidos assemelha-se muito à do Japão no fim dos anos 80, quando estourou a "bolha" imobiliária.
O documento compara os preços dos imóveis no Japão naquela época - "em que se dizia que o Palácio do Imperador, no Centro de Tóquio, valia tanto quanto o Estado da Califórnia" - às cotações das ações de tecnologia nos EUA - "pequenas empresas passaram subitamente a valer bilhões de dólares, aparente por causa de nada mais do que uma boa idéia". Assim, prossegue o texto, "não ficaríamos surpresos se a exuberância dos Estados Unidos esfriasse nos ano que vem".
A respeito da queda do euro, o relatório conclui que a desvalorização ante o dólar vai impulsionar a competitividade comercial, ajudando a melhorar o emprego e o crescimento. Quando a economia norte-americana esfriar, o relatório prevê que o dólar cairá e a tendência será invertida dentro de dois a quatro anos.
O Brasil perdeu mais cinco posições no ranking mundial de competitividade em 1998 e está agora na 51ª posição entre os 59 países listados. De 97 a 98, o Brasil também havia caído cinco posições, o que significa que, nos dois últimos anos, recuou dez postos, ficando atrás de países pobres como Vietnã e Egito.
O ranking mantém Cingapura no primeiro lugar por causa das "altas taxas de poupança e investimento, um governo eficiente, custeado por impostos marginais baixos e alta taxa de poupança governamental, abertura ao comércio, educação de alta qualidade e mercados laboriais flexíveis". Os EUA subiram do terceiro para o segundo lugar.





