Curitiba - No boletim divulgado ontem sobre a gripe A no Paraná, a Secretaria Estadual de Saúde (Sesa) informou que nenhuma morte foi registrada na última semana. Entretanto, o número de casos confirmados da doença subiu 53%, passando de 381 para 588. Ao todo, até agora foram 14 vítimas fatais no Estado. De acordo com os dados, 110 municípios registraram casos de gripe H1N1 neste ano. A maior parte dos casos foi identificada nos municípios Curitiba (112), Ponta Grossa (48), Pato Branco (46), Foz do Iguaçu (44) e Campo Mourão (20).
Em Londrina já foram confirmados sete casos e uma morte, divulgada na semana passada. Cornélio Procópio é a cidade da região com mais casos confirmados - nove no total. A faixa etária com o maior número de casos foi de pessoas entre 20 e 49 anos, com 240 casos. A mesma faixa etária registrou nove mortes.
''Já esperávamos o aumento no número de casos confirmados por causa da grande quantidade de testes que estão sendo realizados. Muitas amostras foram coletadas. Mas a boa notícia é que não houve nenhum óbito'', destacou Sezifredo Paz, superintendente de Vigilância em Saúde da Sesa.
Ele também ressaltou que mesmo assim, os cuidados da população devem permanecer. ''O vírus da gripe está circulante em todo o País, por isso é necessário estar atento a seus sintomas e buscar atendimento médico caso haja suspeita da doença. Nosso principal objetivo é evitar mortes'', completou.
O tratamento contra a gripe A está disponível gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e é eficaz principalmente nas primeiras 48 horas após os primeiros sintomas. Em caso de suspeita de gripe, a pessoa deve ser encaminhada imediatamente a um serviço de saúde. O médico pode receitar o medicamento Oseltamivir (Tamiflu) mesmo sem a confirmação laboratorial da doença.
A Sesa também informou que ontem, durante a segunda reunião da Comissão Estadual de Infectologia, entidades médicas do Paraná apresentaram um documento que será enviado ao Ministério da Saúde reforçando a necessidade da região Sul ser priorizada nas ações de enfrentamento à gripe no País. Conforme a Sesa, os três Estados têm condições climáticas que favorecem a circulação do vírus H1N1.
Já a Secretaria de Saúde de Londrina, por meio da Diretoria de Epidemiologia e Informações em Saúde, informou ontem que a faixa etária de vacinação contra a gripe A foi ampliada. A partir de agora, crianças de 6 meses a 3 anos de idade e gestantes têm direito a tomar a vacina.

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