O novo boletim dos casos de gripe classificados como Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) confirmou 116 mortes no Estado, 26 a mais que o registrado na semana passada. De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde (Sesa), já são 725 casos confirmados de gripes, contra os 668 confirmados na semana anterior. A H1N1, responsável por 92% do total da incidência, teve aumento de 619 para 671 casos. O número de óbitos por H1N1 saltou de 83 para 105.
A Regional de Saúde da Região Metropolitana de Curitiba (RMC) concentra 27 mortes por SRAG, seguida pelas Regionais de Foz do Iguaçu (16) e Maringá (11). Na 17ª Regional de Saúde de Londrina, uma morte foi confirmada em Rolândia no início da semana, o que aumentou para seis o número de óbitos confirmados. Trata-se de um homem de 49 anos que não resistiu ao tratamento.
Com a chegada oficial do inverno e o aumento do número de casos, o governo estadual solicitou ao Ministério da Saúde reforço no estoque do medicamento Oseltamivir (Tamiflu). A Sesa pediu mais 100 mil kits de tratamentos para atender a demanda no Estado. De acordo com a médica Júlia Cordellini, chefe do Centro de Epidemiologia da Sesa, a pasta já disponibilizou 221 mil kits somente este ano.
A médica ressalta que a Sesa tem empenhado "todo o esforço junto ao Ministério da Saúde para garantir o estoque em níveis adequados para atender à população paranaense". "O início do tratamento com o Oseltamivir em até 48 horas depois do agravamento dos sintomas é muito importante e faz toda a diferença para a recuperação do paciente", reforçou.
Júlia lembra que, diferente de anos anterior, o vírus H1N1, um dos mais agressivos da extensa lista de SRAG, tem predominância quase total nos casos. "Este ano tivemos a chegada antecipada do vírus, já em março. Agora no inverno, período mais crítico, cuidados básicos como lavar as mãos e deixar os ambientes arejados devem ser redobrados", recomendou.
Dados da Secretaria da Saúde apontam que 70% dos pacientes que morreram por SRAG Influenza não receberam a medicação em momento oportuno. A superintendente de Vigilância em Saúde, Cleide de Oliveira, reforça a necessidade da população estar atenta aos sintomas da gripe e procurar rapidamente o serviço de saúde. "Não se deve esperar o agravamento dos sintomas para procurar atendimento. A atenção deve ser redobrada em pacientes fragilizados, como idosos, ou que possuem alguma comorbidade, como diabéticos ou hipertensos", advertiu.

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