Sid Sauer
De Campo Mourão
A Construtora Carpizza, de Curitiba, já reiniciou os trabalhos de pavimentação da Estrada Boiadeira (BR-487), entre Campo Mourão e Cruzeiro do Oeste. A retomada dos trabalhos, que estavam paralisados desde março, aconteceu depois que o Departamento Nacional de Estradas de Rodagem (DNER) anunciou a liberação de R$ 3,3 milhões para a continuidade das obras. O dinheiro é suficiente para a pavimentação de mais cinco quilômetros da rodovia.
Segundo a assessoria de imprensa do DNER em Curitiba, os R$ 3,3 milhões liberados fazem parte do total de R$ 18,5 milhões previstos no orçamento da União para este ano. A liberação da verba foi comunicada ao diretor-geral do órgão no Paraná, João Alberto Sautchuk, em Brasília. A assessoria de imprensa ressaltou que o anúncio dos novos recursos saíram num ‘‘tempo de grandes dificuldades’’.
O chefe do núcleo do DNER em Campo Mourão, Marcelo Gasino, disse que o dinheiro será suficiente para que a obra seja tocada até janeiro ou fevereiro. Além do prosseguimento do asfalto, paralisado em Nova Brasília, a 25 quilômetos de Campo Mourão, o dinheiro também deverá ser usado para a construção das pistas marginais e para o acesso à nova rodoviária (ainda em obras) de Campo Mourão. Até Cruzeiro do Oeste, a estrada tem 75 quilômetros.
De acordo com Gasino, os R$ 3,3 milhões vão todos para a Construtora Carpizza, que é responsável por um dos três lotes da obra. A empreiteira já asfaltou 25 quilômetros da rodovia – cinco deles entre setembro do ano passado e março deste ano. ‘‘Existe a expectativa da liberação de outros recursos para a Construtora Triunfo’’, disse. A Triunfo tem obras paralisadas em Tuneiras do Oeste. São 2,2 quilômetros que estão em fase de sub-base, a espera de asfalto.
Gasino diz que para evitar que trabalhos se percam com o tempo devidos às paralisações, o asfalto está sendo feito de ‘‘quilômetro em quilômetro’’. Assim, não são mais feitos longos trechos de terraplangem, como acontecia quando os trabalhos começaram pela primeira vez, em 1986. Naquela época, a paralisação das obras por oitos anos – de 1991 até o ano passado – custou caro aos cofres públicos, uma vez que vários quilômetros de terraplanagem foram perdidos.

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