Bogotá consegue redução de mais de 70% das mortes
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quarta-feira, 07 de abril de 2004
France Presse 
Washington- A Organização Pan-americana da Saúde (OPS) destacou ontem o exemplo de Bogotá na luta contra os acidentes de trânsito por ter conseguido reduzir o número de mortos em mais de 70% em nove anos.
A OPS convidou a Washington o ex-vice-secretário de Segurança de Bogotá, Hugo Acero, a apresentar os resultados obtidos na capital colombiana, com motivo da publicação de um relatório do Banco Mundial (BM) e da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre os acidentes de trânsito.
A Colômbia, o Brasil e o México são os países da América Latina com maior incidência de acidentes de trânsito. ''Em 1995, Bogotá teve o número mais alto de mortos em acidentes de trânsito. Foram registrados 1.387 óbitos'', disse à AFP Acero, atual assessor do diretor da polícia nacional.
''No ano passado, depois da aplicação de uma série de políticas, foram registrados 587 mortos, uma redução superior a 70% das mortes em nove anos'', destacou.
Ele atribuiu o resultado à gestão do ex-prefeito Antanas Mockus, que ''assumiu, a partir de 1995, a liderança do tema de segurança cidadã, que abrange a questão da segurança viária''. Segundo Acero, durante estes anos, a Prefeitura de Bogotá adotou as políticas educativa e repressiva para reduzir o número de acidentes.
Bogotá ''desenvolveu durante quatro anos jornadas e atividades na rua para que os cidadãos entendessem as normas de trânsito''. As autoridades ensinaram às pessoas o uso do capacete, do cinto de segurança, o respeito às faixas de pedestres, aos sinais e às regras de trânsito.
Por outro lado, ''atribuiu-se à polícia a função exercida então pela guarda de trânsito e isto contribuiu para que houvesse na rua uma autoridade muito forte'', continuou Acero.
Como resultado, esta política conseguiu que ''os cidadãos mudassem do ponto de vista da cultura e do comportamento'', concluiu. Segundo o relatório do BM e da OMS, os acidentes de trânsito matam cerca de 1,2 milhão de pessoas ao ano. Oitenta e cinco por cento destas mortes se concentram nos países em desenvolvimento.


