Boesak é condenado a seis anos de prisão
Cidade do Cabo, 24 (AE-REUTERS) - A Suprema Corte da Cidade do Cabo sentenciou hoje (24) Allan Boesak - um dos principais líderes da luta contra o apartheid na áfrica do Sul - a seis anos de prisão por desvio de cerca de US$ 210 mil em doações destinadas à assistência de crianças carentes.
A sentença foi dada uma semana depois de a mesma corte ter considerado Boesak, de 53 anos, culpado em quatro acusações de fraude e roubo de doações, feitas, entre outros, pelo cantor Paul Simon e por uma agência governamental sueca.
De acordo com o juiz John Foxcroft, Boesak usou parte dos 400 mil dólares doados para a instituição de caridade que presidia na compra de duas casas em um bairro luxuoso da Cidade do Cabo.
Mesmo admitindo que Boesak desempenhou um papel de extrema importância na luta pelo fim da segregação racial na áfrica do Sul, Foxcroft afirmou que uma sentença complacente poderia prejudicar e desacreditar a instituição da Justiça.
Os advogados de defesa, ao pedirem a suspensão da sentença de seu cliente, alegaram que Boesak já havia sido castigado o suficiente quando gastou todo seu dinheiro com as custas do processo e também ao ser despojado de sua carreira política e religiosa.
Mas o promotor público J.C. Gerber pediu para que Boesak recebesse uma pena pelo menos tão dura quanto a proferida contra seu ex-contador, Freddie Steenkamp, condenado a seis anos de prisão por enriquecimento ilícito.
Do lado de fora da corte, dezenas de simpatizantes gritaram "Vida longa a Boesak!" quando o réu chegou ao tribunal. Depois de ouvirem a sentença negativa, levantaram cartazes em que se lia: "Boesak, você é nosso herói".





