Bodas reais recebem convidados ilustres
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sábado, 02 de fevereiro de 2002
France Presse 
Haia - O secretário-geral da ONU, Kofi Annan, o ex-presidente sul-africano Nelson Mandela e os principais representantes da realeza mundial assistirão hoje, em Amsterdã, ao casamento do príncipe-herdeiro da Holanda, Wilhem-Alexander, com a argentina Máxima Zorreguieta, anunciou um comunicado oficial.
A cerimônia será na igreja protestante Nieuwe Kerk, na praça central Dam, cercada por um grande esquema de segurança. O rei Albert II, da Bélgica, e o príncipe Charles, da Grã-Bretanha, estarão presentes. A lista oficial de convidados inclui também a rainha Margrethe II, da Dinamarca, madrinha do noivo; e a rainha Sofía, da Espanha, acompanhada pelo príncipe-herdeiro Felipe. O príncipe-herdeiro japonês, Naruhito, representará seu país e o príncipe Albert, o principado de Mônaco.
Cerca de 4 mil agentes policiais patrulharão o Centro de Amsterdã, para garantir a segurança. Nenhum avião terá permissão para sobrevoar a cidade durante a cerimônia religiosa. Haverá policiais no alto de prédios, vigiando a multidão. Um total de 1.250 jornalistas registrará o acontecimento.
A cerimônia religiosa será celebrada entre 11h30 e 13h00 (8h30 e 10h de Brasília). Em seguida, o casal desfilará em carruagem por meia hora.
O principal ausente será o pai da noiva, Jorge Zorreguieta, que ocupou o cargo de ministro argentino da Agricultura durante a ditadura do general Jorge Rafael Videla (1976-1983), lembrada pelos milhares de mortos, desaparecidos e torturados. Ainda que não tenha sido estabelecida nenhuma relação formal entre Zorreguieta e os assassinatos, a responsabilidade implícita do ministro, apesar de ser um civil, apareceu como suficientemente grave para que uma parte da classe política holandesa considerasse que Máxima não poderia se tornar rainha da Holanda. Os holandeses chegaram, enfim, a um acordo: o casal poderia subir ao altar, mas o pai de Máxima não receberia autorização para assistir à cerimônia.
Um grupo formado por socialistas, republicanos e anarquistas holandeses, e parentes de vítimas da ditadura argentina programou uma manifestação em Koningsplein, perto do trajeto que o casal percorrerá de carruagem.


