Boa Vista Interatlãntico planeja captar US$ 300 milhões em 2000
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quarta-feira, 16 de fevereiro de 2000
Por Paula Puliti 
São Paulo, 17 (AE) - O presidente do Banco Boa Vista Interatlântico, Roberto do Valle, disse hoje que até o fim do ano o banco deve captar cerca de US$ 300 milhões no mercado internacional em três operações. A primeira, provavelmente no início de março, de US$ 100 milhões, e os outros US$ 200 milhões serão divididos em partes iguais em outras duas emissões. Na avaliação de Valle, o mercado está calmo e bastante propício para as emissões.
A maior parte dos recursos será utilizada para rolagem de parte da dívida do banco e de algumas 63 que vencem neste ano. O banco espera para este ano um aporte de US$ 200 milhões, já acertado com os controladores estrangeiros (bancos Crédit Agricole e Espírito Santo) e nacional, o Grupo Monteiro Aranha, referente a parte final dos recursos injetados para o saneamento da instituição desde sua venda, em 1997. O banco já recebeu US$ 800 milhões dos novos controladores.
Do total a ser recebido neste ano, o banco destina US$ 25 milhões em tecnologia para ampliar sua presença na Internet e aperfeiçoar os sistemas de dados. Valle afirmou que a carteira de crédito de liquidação duvidosa do banco foi securitizada (US$ 500 milhões) dentro de um processo que tem permitido ao banco resultados positivos desde 1998. Naquele ano, o lucro foi de R$ 30 milhões, caindo para R$ 11,5 milhões, no ano passado. Segundo o executivo, o banco já está recuperando parte desses créditos de liquidação duvidosa.
O Interatlântico planeja chegar ao fim do ano com uma base de clientes 60% superior aos atuais 70 mil. Para isso, o banco dá início a uma mudança no modelo de gestão que permitirá enfrentar seus principais concorrentes, BankBoston, Citibank e Sudameris. "Temos mais agências (70) e condições de oferecer o mesmo tipo de serviço ou até melhor, com custo inferior", afirmou Roberto do Valle, presidente do Boa Vista Interatlãntico desde outubro.
O banco poderá, segundo o presidente incrementar a oferta de linhas de crédito para o público alvo, que são pequenas empresas e profissionais liberais. O valor dos créditos ainda não está definido, disse Valle.


