Sid Sauer
De Campo Mourão
Cerca de 1.200 pessoas são esperadas neste domingo em Boa Esperança (56 km a oeste de Campo Mourão) para participar da 2ª Festa da Vaca Atolada. Será a primeira vez que o evento será realizado com o objetivo de chamar a atenção de todo o Estado.
No ano passado, quando a festa aconteceu pela primeira vez, o prato ainda estava em teste. ‘‘Nossa vaca atolada é diferente e muito mais saborosa do que qualquer outra’’, avisa o chefe de gabinete e mestre-cuca Lusimar Rodrigues, o ‘‘Picasso’’.
Bairrismo A festa vai acontecer a partir das 11h30, no Clube Recreativo de Boa Esperança. Os convites custam R$ 7,00 por pessoa. ‘‘A criação de um prato típico é uma maneira de incentivarmos o bairrismo’’, frisa o prefeito Cláudio Gotarde (PSDB).
‘‘A população precisa ter orgulho de alguma coisa do lugar onde vive e o prato típico é uma opção’’.
A vaca atolada de Boa Esperança é inspirada numa comida preparada pelos migrantes mineiros que colonizaram o município. Uma das diferenças é o uso de 17 tipos de ervas e especiarias.
O preparo da vaca atolada demora cerca de 12 horas, um tempo praticamente igual ao carneiro no buraco de Campo Mourão.
A carne Durante o processo de cozimento vai se acrescentando mandioca e mandioquinha. ‘‘O segredo é não permitir que a mandioca cozinhe a ponto de virar um purê misturado com a carne’’, explica Picasso.
Segundo o mestre-cuca, quando pronta, a vaca atolada tem cada ingrediente facilmente identificado. ‘‘Essa mistura de sabores enriquecida com o sabor e o aroma das 17 ervas transformam a comida num prato único e inesquecível’’, garante Picasso.
‘‘Não dá nem para comprar com qualquer outro tipo de vaca atolada que possa existir por a풒. A festa vai contar ainda com várias apresentações culturais e mostra de trabalhos de artes plásticas.

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