Boa alimentação previne também trombose intestinal
Uma dobradinha no inverno desencadeou uma trombose intestinal e fez com que Cássia Simone Buono, de 38 anos, tivesse que rever completamente seus hábitos alimentares. Como todo bom brasileiro, ela não recusava uma feijoada com os amigos, mas, em nome da boa saúde, viu-se obrigada a eliminar esse e outros pratos gordurosos do cardápio.
A trombose intestinal é uma obstrução de vasos sanguíneos que irrigam o intestino. Dependendo da gravidade, a doença pode levar até à morte. Segundo o gastroenterologista Ricardo Nakamura, quem tem hemorróidas, precisa fazer um grande esforço físico para evacuar, ou carrega peso excessivo corre mais risco de desenvolver a doença.
Para evitar que esse problema voltasse a acontecer, Cássia teve que mudar drasticamente seus hábitos alimentares. Porém, isso não impediu que no fim do ano, após uma festa de casamento, ela tivesse a doença mais uma vez. ''Fiquei uma semana de cama, com fortes dores abdominais. A dor era tão forte que eu sentia até cãibra nas pernas. Também queimava por dentro, como se tivesse comido um pote de pimenta'', descreve. Além de passar mais uma semana acamada, sua cura ainda custou caro: foram mais de R$ 100 só em remédios.
A alimentação de Cássia segue hoje o recomendado para a maioria das pessoas que querem ter boa saúde: consumir muita água, frutas, verduras, legumes e cereais, pouco açúcar (carboidratos em geral) e evitar alimentos gordurosos e/ou muito condimentados. Além desses cuidados, sua alimentação ainda é reforçada com uma espécie de vitamina de fibras, feita com semente de linhaça, aveia, ameixa preta e frutas e água.
Além da comida, o médico recomendou também que ela não usasse roupas muito apertadas, evitasse ficar muito tempo sentada ou de pé, e fizesse caminhadas diárias para favorecer a circulação do sangue.
Hábitos mais saudáveis trouxeram-lhe bons resultados em todos os aspectos. ''Hoje eu me sinto mais leve, mais bem-disposta. Meu organismo funciona melhor, está mais regulado. A alimentação mais leve ajuda até na hora de dormir à noite, o sono é melhor'', conta Cássia, que ainda por cima perdeu alguns quilinhos com a nova dieta alimentar. ''É claro que eu prefiro um churrasco, mas faço uma força em nome da minha saúde.''
Mas nem sempre é necessário excluir do cardápio os alimentos mais pesados. Nakamura afirma que, em geral, é possível ingerir esse tipo de comida desde que haja também a ingestão de fibras. O que não é muito difícil de se conseguir, afinal, nada melhor do que couve e laranja para acompanhar uma boa feijoada.(A.I.)





