Rio, 23 (AE) - O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), na qualidade de gestor do Fundo Nacional de Desestatização (FND), ofertará em leilão, a partir de quinta-feira, ações em poder da União relativas a 43 empresas
pelo preço mínimo de R$ 27,9 milhões. Deste montante, R$ 6,962 milhões são referentes a ações de companhias abertas com registro em Bolsa de Valores ou com negociação no mercado de balcão, e o restante, de companhias beneficiárias de incentivo fiscal com registro na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), fechadas ou não.
As participações da União serão colocadas à venda de uma só vez, na Bolsa de Valores do Rio de Janeiro (BVRJ), e as propostas serão aceitas até o próximo dia 27 de dezembro. Este prazo, segundo um executivo do Fundo de Nacional de Desestatização (FND), é o necessário para que os compradores interessados se organizem. Os leilões serão realizados sempre duas horas após manifestação de interesse de algum comprador.
Entre os papéis oferecidos, há ações do Banco do Estado do Piauí, da Caraíba Metais, da HSBC Seguros, da Alcoa Alumínio e da Empresa Energética de Sergipe (Energipe). A avaliação do FND é de que os papéis devem atrair investidores que "acreditam no negócio", e não têm interesse apenas em especular, ou acionistas destas companhias que desejam reforçar suas posições.
A BNDESPar, subsidiária do BNDES, decidiu vender ações apenas no próximo ano, por causa do bug do ano 2000, mas essa decisão não influenciou a estratégia do FND. Segundo o executivo
a BNDESPar considerou o fato de os fundos de ações norte-americanos, grandes compradores do mercado, terem "resolvido se fechar" a partir do dia 15 de novembro, para estruturar o controle de suas carteiras, com ações abertas de grande liquidez, e evitar problemas com o bug.
As participações oferecidas pelo FND, lembrou a fonte, são de companhias fechadas ou papéis de pouca liquidez. Se o banco conseguir vender todas as ações, sobram participações em outras 350 empresas que o FND tem de vender. Todas foram transferidas para o fundo pelo decreto 1.168, de 1994, que determinou o envio de participações minoritárias que empresas controladas pela União detinham em outros empreendimentos para o FND.
O último leilão deste tipo de ação terminou no dia 15 e envolveu participações inferiores a R$ 100 mil em companhias abertas com liquidez. O BNDES arrecadou R$ 350 mil, valor equivalente à soma dos preços mínimos de todas as ações ofertadas.

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