BNDES quer facilitar acesso de microempresa a linha de crédito
São Paulo, 09 (AE) - O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) quer eliminar alguns obstáculos do caminho das micro e pequenas empresas rumo às linhas de crédito. Um dos principais desafios é aumentar o número de instituições financeiras que repassam recursos do banco e administram as dívidas.
Segundo o vice-presidente do BNDES, José Mauro Carneiro da Cunha, há 150 bancos credenciados como agentes financeiros da Finame - Agência Especial de Financiamento Industrial, uma das linhas oferecidas pela instituição - mas apenas 15 ou 20 ativos.
Empresários presentes na apresentação de Cunha, na Câmara de Comércio Brasil-Alemanha, hoje, confirmaram a falta de interesse dos bancos em conceder crédito às empresas. "Os agentes financeiros não vão se arriscar quando têm produtos mais rentáveis do que conceder crédito a empresas pequenas", disse um deles.
Cunha afirmou que o BNDES tentará reduzir os custos operacionais dos bancos e aumentar seus ganhos com o negócio. O objetivo é diminuir a participação do BNDES e ampliar a porcentagem financiada pelos bancos privados. Uma das medidas para atrair os bancos consiste numa espécie de programa de milhagem, em que quanto mais o banco empresta, a mais recursos para capital de giro terá acesso.
O BNDES aumentou também a participação do fundo de aval nos financiamentos. Para as micro e pequenas empresas - identificadas por porte e região - e médias empresas exportadoras (ou que fornecem para exportadoras), o fundo de aval pode contribuir com até 80% dos recursos. Outra mudança de regras: micro e pequenas empresas com financiamento coberto pelo fundo de aval em até R$ 500 mil estão dispensadas da apresentação de garantias reais.
Segundo Cunha, essas alterações devem tornar mais fácil o acesso ao crédito e ampliar a carteira do banco. "O BNDES financiou R$ 8 bilhões para pequenas e médias empresas no ano passado, 40% do total", disse.





