Natal, 25 (AE) - O diretor regional do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (Bndes), Darlan José Dórea Santos, disse que a BNDESpar - holding do banco - pode ser sócia do Programa Pólo Gás-Sal, articulado pelo governo do RN e Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Norte (FIERN). Ele prevê investimentos de US$ 2,3 bilhões até 2010 nas áreas petroquímica, soda-cloro, barrilha e magnésio metálico. O Banco de Desenvolvimento do governo federal cogita ficar até com 30% do projeto.
O diretor do banco citou o exemplo do Pólo Gás-Químico, no Rio de Janeiro, que pode servir de moldelo para o Pólo Gás-Sal, que será em uma área de 80 quilômetros quadrados entre os municípios de Guamaré e Mossoró. Até agora a única área que decolou no projeto foi a petroquímica, na qual a Petrobras já investiu US$ 600 milhões.
Dórea acrescentou que somada à participação acionária do BNDES no projeto da Alcanorte, fábrica que poderá produzir a barrilha (mistura de sal e carbono que é utilizada na fabricação de 40 produtos), o banco poderá, através da BNDESpar investir nos outros segmentos do Pólo Gás-Sal. "Bastam aparecer empresários interessados e que desejem participar em sociedade com o fundo de participações do banco", destacou.
Para a área de magnésio metálico, o grupo francês Francefi-Paribas demonstrou interesse em manter contatos, no ano passado, mas as negociações não avançaram. A Alcanorte necessita de mais de R$ 120 milhões para entrar em operação. O fundo de investimentos Peak Investiments, norte-americano, articula um consórcio com o BNDES, Banco do Nordeste e Banco Fator para tornar viável a empresa.

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