BNDES libera empréstimo de R$ 48,7 milhões para o Pão de Açúcar
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quarta-feira, 29 de dezembro de 1999
Por Maria Fernanda Delmas 
Rio, 28 (AE) - O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou, na segunda-feira, um empréstimo de R$ 48,7 milhões para o Grupo Pão de Açúcar. A aprovação foi confirmada pelo presidente do banco, Andrea Calabi. O dinheiro será aplicado nas duas lojas que pertenciam ao falido Mappin e foram arrendadas em julho pelo Pão de Açúcar, para serem convertidas à bandeira Extra.
São dois dos pontos mais tradicionais da rede de magazines: Praça Ramos de Azevedo, no centro de São Paulo, já reinaugurado, e Itaim-Bibi, na zona sul da cidade. O empréstimo é parte de um investimento total de R$ 78 milhões nas duas unidades.
Aprovação total - Como condição para conseguir o financiamento, o Pão de Açúcar comprometeu-se a manter os 840 empregos nessas lojas. O grupo deu entrada no pedido de financiamento - todo o montante pedido foi aprovado - em agosto.
Antes disso, o empresário Ricardo Mansur, dono do Mappin e da Mesbla, havia tentado obter do BNDES cerca de R$ 200 milhões para "salvar" as redes, então à beira da falência, mas a solicitação foi negada.
Condições - O banco decidiu financiar as empresas que estivessem interessadas nos pontos, em manter os postos de trabalho e em assumir as dívidas trabalhistas. O dinheiro deverá começar a ser liberado ao Pão de Açúcar no mês que vem.
A última parcela será concedida até junho. O financiamento será pago em seis anos, depois de um ano de carência. As condições são Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), que será de 12% ao ano entre janeiro e março de 2000, mais uma taxa, não informada, que pode variar de 3,5% a 5% ao ano.
A rede de lojas Renner também pediu, em agosto, um empréstimo entre R$ 20 milhões e R$ 30 milhões ao banco, para a reforma dos pontos-de-venda que arrendou do Mappin e da Mesbla. A Renner pleiteava um empréstimo com base na TJLP.
Mas, como sua controladora é estrangeira - a dona da rede é a norte-americana J.C.Penney -, poderia tomar dinheiro apenas com base em moeda estrangeira ou cesta de moedas, o que não tornou o financiamento atrativo. A Renner acabou desistindo da operação com o BNDES.


