como ônibus, motores e os aviões da Embraer. Os bens de capital equivalerão, novamente, a 70% dos empréstimos do banco. Com isso, a participação dos empréstimos em relação à exportação está aumentando: 4,1% em 1998; 4,4% em 1999 e uma estimativa de 6% em 2000. Paralelamente ao aumento da demanda por financiamento à exportação, o BNDES terá de administrar o crescente volume de pedidos para empréstimos no mercado interno. O total de requisições de empréstimos do banco, no primeiro trimestre deste ano, já chegou ao número de todo o primeiro semestre do ano passado: cerca de R$ 9 bilhões. Sucupira considerou o volume normal, se comparado à pouca procura no primeiro trimestre de 1999. Naquela época, as empresas foram atropeladas pela desvalorização cambial e seguraram investimentos. Segundo o diretor, o banco mantém a previsão de desembolsos de R$ 20 bilhões em 2000. "Vai faltar dinheiro para todo mundo", diz Sucupira. Além da demanda tradicional dos exportadores, o BNDES-Exim criará mais uma. Também está em estudos no banco o financiamento aos negócios de empresas nacionais no exterior, como faz o banco de fomento japonês, o Jbic.Por Maria Fernanda Delmas e Irany Tereza Rio, 17 (AE) - O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vai divulgar suas linhas de crédito à exportação em países da América Latina. Em seminários marcados entre maio e novembro com importadores e bancos do México, Uruguai, Chile, Colômbia e El Salvador, o BNDES vai detalhar as condições dos empréstimos aos exportadores brasileiros e seus clientes internacionais, além de promover reuniões entre importadores e exportadores. "Precisamos mostrar aos exportadores que vamos lá para fora junto com eles", afirmou o diretor do BNDES-Exim, Renato Sucupira. Nos dias 15 e 16 do mês que vem, o BNDES-Exim fará, a convite do Exim norteamericano, uma palestra no seminário que marcará o 65º aniversário do banco de fomento dos Estados Unidos. O BNDES foi a única instituição de país em desenvolvimento incluída na lista formada também pelas agências de crédito da Alemanha, Japão e Canadá. O "road show" do BNDES-Exim será precedido pelo seminário brasileiro, quarta-feira, na sede do banco, com a participação do secretário-executivo da Câmara de Comércio Exterior (Camex), Roberto Giannetti da Fonseca, e do ex-titular da câmara, José Roberto Mendonça de Barros, entre outros. O BNDES-Exim está ganhando força dentro do BNDES e, de divisão que concede os empréstimos, deverá ser transformada em subsidiária integral. Sucupira estima que os desembolsos do Exim crescerão 50% em dólares este ano, dos US$ 2,1 bilhões dispendidos em 1999 para US$ 3,3 bilhões. A demanda, a exemplo do ano passado, será puxada por produtos de maior valor agregado

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