Brasília, 19 (AE) - O secretário do Tesouro Nacional, Fábio Barbosa, disse hoje que o BNDES fará uma avaliação dos ativos que o governo mineiro pretende utilizar para complementar o restante dos recursos necessários para o pagamento da conta gráfica, que vence no dia 30 de novembro. A conta gráfica representa 10% do total da dívida mobiliária renegociada pelo Estado, junto a União.
A Caixa Econômica Federal (CEF) fará uma avaliação dos ativos remanescentes das instituições financeiras mineiras, que foram privatizadas (Bemg e Credireal) e liquidadas (MinasCaixa). Segundo o secretário, os ativos que estão sendo ofertados pelo governo mineiro, que são a Ceasa e Casemg, juntamente com o Fundo de Compensação e Variações Salariais (FCVS) da MinasCaixa serão suficientes para completar os R$ 467 milhões que faltam ao Estado para efetuar o pagamento da conta gráfica. Com relação ao pagamento dos eurobônus, o secretário do Tesouro disse que está sendo estudada a reutilização de uma conta vinculada do governo junto ao Tesouro Nacional. Por meio desse mecanismo, o governo mineiro poderia descontar parte das parcelas que deve mensalmente à União, com relação a dívida mobiliária, criando assim fundos para essa conta que serviria para o pagamento da prestação dos eurobônus que vencem em fevereiro do próximo ano e somam US$ 100 milhões.
Barbosa disse ainda que está sendo estudada uma forma de parcelamento para que o governo mineiro pague os recursos que a União utilizou para o pagamento da primeira parcela dos eurobônus que venceram em fevereiro deste ano. Naquela época, o governo mineiro tinha apenas US$ 54 milhões na conta vinculada e a União teve que arcar com o restante para poder efetuar o pagamento dos títulos que venceram. Fábio Barbosa disse que dependendo da avaliação do BNDES e CEF o Tesouro poderá convocar uma nova reunião com a Secretaria de Fazenda de Minas Gerais para a próxima semana.

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