São Paulo, 26 (AE) - Uma fusão no setor siderúrgico para fortalecê-lo, segundo estudos do BNDES, está em análises permanentes na instituição e envolve companhias como CSN, Usiminas, Cosipa e outras, também privadas, como o Grupo Gerdau, que poderia participar de parceria dentro de outra grande siderurgia, como CSN, no Rio de Janeiro, como já o faz na Açominas, em Minas Gerais. O BNDES pode até aportar recursos para processos de fusão no setor siderurgico.
O Grupo Gerdau, por exemplo, pode ter uma participação na CSN, que seria adquirida da Família Steinbruch, que já admitiu que poderia vender sua participação naquela empresa. Há também o Grupo Arbed, de Luxemburgo, interessado na compra da mesma participação. A Belgo-Mineira, que já é controlada pela Arbed, deverá assumir o controle acionário da Siderurgica Mendes Júnior até o final do ano, onde planeja novos investimentos, já que sua unidade industrial de João Monlevade, após o investimento que está sendo realizado agora, de cerca de US$ 200 milhões, não terá mais condições de ampliação. O Arbed já produz no mundo cerca de 20 milhões de toneladas de aço anuais. A Siderurgica Mendes Júnior já está arrendada pela Belgo-Mineira há dois anos. Agora com a resolução das dívidas daquela companhia é que a Belgo-Mineira poderá assumir o seu controle. Na verdade, disse um técnico, a Belgo salvou a Mendes Júnior, que teria fechado, caso não tivesse sido arrestada por ela. A própria Belgo-Mineira assumiu a Siderurgica Dedini, no interior paulista, há um ano. O presidente da Usiminas, Rinaldo Campos Soares, admitiu que seria interessante uma fusão entre Usiminas, Cosipa e CSN, formando uma grande siderurgica nacional, com produtos com alta competitividade internacional. Mas, isto ainda é um sonho, pois não há negociação a respeito.

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