Rio, 26 (AE) - O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), José Pio Borges, anunciou hoje que o banco estuda abrir novas linhas de crédito para atender pequenas e médias empresas, que estão encontrando dificuldades de obter financiamento para exportarem. Segundo ele
as novas linhas têm como objetivo atender uma faixa intermediária que não está sendo coberta pelos recursos de bancos comerciais para Adiantamentos de Contrato de Câmbio (ACCs) e nem pelas linhas específicas de crédito às exportações do BNDES, como o BNDES automático.
Pio Borges não entrou em detalhes sobre os setores e produtos que poderiam ser beneficiados ou sobre o volume de recursos que o BNDES deve destinar para as novas linhas de crédito às exportações. O presidente da instituição limitou-se a dizer que o banco trabalhará de forma conjunta com o Banco do Brasil e outros agentes repassadores de recursos do BNDES, como o Bradesco e o Credibanco. Ele explicou que a idéia é aproveitar cerca de oito a dez agentes que atuam mais fortemente com estas empresas de pequena ou médio porte para formar uma rede especial para repasse de recursos.
O objetivo é garantir a "fluidez" dos recursos do BNDES para as pequenas e médias empresas exportadoras. Pio Borges lembrou que existem muitas reclamações, segundo ele consistentes, de que há dificuldades para obtenção de crédito. "Esta é uma área que precisamos nos dedicar bastante e com muita ênfase", destacou. Ele lembrou que estas novas linhas podem operacionalizar o Fundo de Aval, que foi criado justamente para servir de garantia para as empresas menores, mas elas não conseguem nem mesmo os recursos de financiamento.

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