Rio, 26 (AE) - O presidente do BNDES, José Pio Borges, admitiu hoje que será muito difícil fazer, ainda este ano, a colocação de sobras de ações da Petrobrás. Ele disse, no entanto
que não está descartada a possibilidade de a operação ser feita até o fim deste ano. "Vamos tentar, podemos vender uma parte", ressaltou. Pio Borges destacou, porém, que o BNDES não aceitará vender "barato demais" os cerca de 31% de ações ordinárias da Petrobrás, que representam um excedente sobre o percentual necessário para o governo federal manter o controle acionário da empresa.
Pio Borges evitou falar de detalhes sobre a operação, mas disse que está fora de cogitação fazer neste momento uma venda pulverizada das ações da Petrobrás. Ele disse que existem várias alternativas para a venda das sobras de papéis da companhia, como a venda por bloco único estratégico, que não precisa de registro na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) ou parcelas menores. Pio Borges participou hoje de solenidade para inauguração da nova sede da Associação Saúde Criança Renascer no Parque Laje no Jardim Botânico, Zona Sul do Rio. O projeto obteve R$ 500 mil de apoio do BNDES.
A colocação de recebíveis de energia de Itaipu, também prevista para ser feita este ano, deve ficar para o fim do exercício ou para o início do ano 2000, segundo Pio Borges. O presidente do BNDES explicou que estes títulos são indexados em dólar, o que faz com que eles sofram forte influência da volatilidade da cotação da moeda norte-americana.
O presidente do BNDES destacou ainda que a colocação de recebíveis de créditos de exportação da Embraer, no valor total de US$ 1 bilhão, acontecerá com certeza este ano. Sem definir prazo, Pio Borges explicou que esta colocação é mais favorável, porque não depende do "Risco Brasil", já que está atrelada ao risco das empresas estrangeiras que importam do Brasil. Outra informação do presidente do BNDES é que o banco captará neste ano cerca de US$ 3,4 bilhões de organimos multilaterais.

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