Rio, 28 (AE) - A direção do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) informou que os recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) não foram utilizados no financiamento para a AES, que arrematou a Cesp-Tietê, nem em nenhuma outra privatização. Segundo informações do banco, os empréstimos desse tipo concedidos até agora, no valor total de R$ 2,7 bilhões, foram feitos com dinheiro obtido em captações externas.
Segundo o banco, não há sustentação legal para o argumento do presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, que anunciou hoje a intenção de pedir junto ao Ministério Público a impugnação do financiamento no leilão da Cesp-Tietê. Os empréstimos do BNDES para compradores de empresas privatizadas foram iniciados em julho de 1997, na venda da Companhia de Eletricidade da Bahia (Coelba). Na época foram liberados R$ 487 milhões para a compradora Guaraniana. Mas, o empréstimo de maior valor foi feito depois da privatização da Eletropaulo Metropolitana, em abril do ano passado: R$ 1 bilhão.

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