Brasília, 26 (AE) - O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), deverá ampliar de R$ 400 milhões para R$ 600 milhões a linha do Finame (agência especial de financiamento industrial) para o financiamento de máquinas e implementos agrícolas, inclusive resfriadores e ordenhadeiras mecânicas para modernização da setor leiteiro. O aumento foi acertado pelos ministros da Agricultura, Francisco Turra, e do Desenvolvimento, Celso Lafer, em encontro hoje à tarde, no Ministério da Agricultura. Os encargos dos financiamentos são de 11,95% ao ano, com cinco anos de prazo para o pagamento. Celso Lafer observou que o Finame não tem um teto definido e garantiu que, se houver procura importante nesta área, os recursos poderão até ser ampliados, para atender os pedidos. O Finame tem uma carteira de R$ 9 bilhões, dos quais a agricultura responde por R$ 1,3 a R$ 1,4 bilhão.
Os dois ministros também falaram da possibilidade de ampliação dos recursos repassados pelo BNDES para o Pronaf Agroindústria, que tem o objetivo de estimular a agregação de valor aos produtos primários dos pequenos agricultores familiares. A linha atual é de R$ 30 milhões e, segundo Turra, a procura é tão grande que atinge cerca de R$ 1 bilhão.
Lafer disse que o Pronaf Agroindústria é um programa bem-sucedido e que deve ser incentivado, mas não houve definição de novos recursos. Outro tema tratado no encontro foi da linha de crédito para correção de solo, a chamada Pró-solo. No ano passado, o governo destinou R$ 500 milhões para financiamentos com juros favorecidos de 8,75% ao ano, mas segundo dados do BNDES apenas R$ 16 milhões foram emprestados. O governo espera que neste ano o produtor rural possa pegar os empréstimos mais cedo e utilizar os recursos de R$ 484 milhões que ainda restam nesta linha.

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