BNDES administrará venda de patrimônio de R$ 400 bi da União
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quarta-feira, 17 de março de 1999
Por Silvia Faria 
Brasília, 18 (AE) - O BNDES vai participar da estratégia de venda do patrimônio da União, estimado em R$ 400 bilhões em prédios, terrenos, museus, propriedades rurais e palácios, entre outros, utilizando os instrumentos adotados em processos de privatização.
Hoje, em reunião entre representantes da Secretaria do Patrimônio da União e do BNDES, ficou definido que o banco vai contratar uma consultoria privada para atualizar o cadastro dos bens públicos e fazer uma avaliação de sua condição de venda.
"Vamos ver o que é possível vender. Se não, é fundamental que o patrimônio tenha uma utilização que beneficie a população. Hoje, temos áreas invadidas e outras exploradas indevidamente, porque não estão exercendo nenhuma função social", disse à Agência Estado a secretária de Administração, Cláudia Costin.
Ela informou que dispõe de um cadastro com três milhões de imóveis, mas apenas 350 mil estão atualizados. O valor estimado de todo o patrimônio é de R$ 400 bilhões, mas nem tudo é passível de alienação porque está sendo explorada a sua função pública. Os prédios dos ministérios, por exemplo. Já o Senadinho
recentemente desativado pelo presidente do Senado, Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA), pertence à União e pode ter uma exploração econômica.
"Se conseguíssemos fazer o patrimônio render 1% de seu valor, já teríamos uma receita de R$ 4 bilhões. O recorde de receita obtida com vendas foi de R$ 120 milhões no ano passado. Não cobre nem os custos de administração", disse a secretária.
Costin disse que a venda do patrimônio consta do programa Nacional de Desestatização e conta com apoio logístico do BNDES, embora nunca tenha sido colocado em prática. A idéia agora é usar a equipe técnica do BNDES, já disponibilizada por seu presidente, Pio Borges, e gerar receita para os cofres públicos.


