Brasília, 2 (AE) - O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Celso Lafer, informou hoje que o BNDES está abrindo uma nova linha de crédito, no valor de R$ 500 milhões, para empreendimentos em hotelaria. Para facilitar a tomada dos recursos, o banco aumentou o limite de financiamento de 70% para 80% do investimento financiado e ampliou o prazo de amortização de oito para 12 anos, nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, e para dez anos nas demais regiões.
O ministro anunciou, também, que o limite mínimo de empréstimos feitos diretamente pelo BNDES nessa linha foi reduzido de R$ 3 milhões para R$ 1 milhão, no Nordeste, a exemplo do que já é praticado no Norte e Centro-Oeste, e de R$ 7 milhões para R$ 3 milhões no Sul e Sudeste. Lafer esclareceu, contudo, que na Região Sul as empresas que possuírem um selo referente a empreendimentos caracterizados pela sua importância histórica, cultural ou ecológica, poderão tomar empréstimos dentro desse limite mínimo de R$ 1 milhão adotado para o Nordeste. Ele informou, também, que a empresa que tomar empréstimos a partir desses limites diretamente com o BNDES pagará juros calculados pela TJLP mais 1% ao ano. O anúncio da nova linha de crédito foi feito junto com a secretária-executiva do Ministério dos Esportes e do Turismo, Teresa Castro. Ela explicou que essa modalidade de financiamento tem como objetivo reduzir os gargalos nos empréstimos destinados ao setor hoteleiro. Teresa Castro informou, também, que a partir do ano que vem o País vai investir R$ 2,3 bilhões no setor de turismo. Segundo ela, o faturamento do setor, de R$ cerca de 38 bilhões por ano, gera cinco milhões de empregos e uma arrecadação de impostos de R$ 7 bilhões.
FHC - O ministro Lafer disse que o presidente Fernando Henrique Cardoso baixará, nos próximos dias, decreto alterando a Lei 4.131/62, que rege o investimento estrangeiro no País, para permitir que o BNDES financie empreendedores estrangeiros no ramo de hotelaria que queiram investitr no País. A intenção, segundo ele, é permitir a criação de mais empregos no setor e a maior integração de redes hoteleiras nacionais e estrangeiras, para que cadeias de hotéis com preços intermediários (duas e três estrelas) que operam no exterior possam instalar-se no País.

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