Bloqueio da BR-153 reduz tráfego em 70%
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quinta-feira, 13 de junho de 2002
Benedito Teles<Br>Equipe da Folha 
Ibaiti - No quarto dia do bloqueio da rodovia BR-153, no trecho entre Santo Antônio da Platina e Ibaiti a Polícia Rodoviária, em Ibaiti, registrou uma queda de 70% no tráfego. Segundo os policiais os motoristas têm evitado a rodovia. Um funcionário do Auto Posto Mairinck, às margens da BR-153, em Conselheiro Mairinck, confirmou que o movimento no posto diminuiu em 70%. A estrada foi bloqueada na segunda-feira pela Associação dos Municípios do Norte Pioneiro (Amunorpi) para reivindicar obras de recuperação no pavimento da pista com a utilização de 200 toneladas de terra.
A direção da Amunorpi distribuiu um manifesto em que denuncia o descaso da direção paranaense do DNIT. A carta de esclarecimento também menciona a promessa do então Ministro dos Transportes Elizeu Padilha, e alega que a privatização da BR-153 no trecho de 53 quilômetros entre Santo Antônio da Platina e Jacarezinho para a Econorte e a recuperação da PR-092 devem provocar o abandono total do trecho interditado. O manifesto solicita o início das obras de recuperação e a incorporação do trecho interditado ao lote 1 do Anel de Integração para assegurar a conservação da rodovia.
O movimento Pró-Vida na BR-153, coordenado pela Amunorpi, informou que não houve nenhuma manifestação do DNIT para a solução do problema. O movimento que também conta com a participação da sociedade civil organizada e da Diocese de Jacarezinho comunicou que a rodovia só será desobstruída com o início das obras de recuperação. O tráfego estimado em 2mil veículos/dia foi desviado pela Polícia Rodoviária. O trecho da BR-153 bloqueado apresenta áreas em que o pavimento cedeu e tem buracos em toda a extensão. O bloqueio está localizado a 12 quilômetros de Ibaiti em uma área conhecida como Pico Agudo.
Os veículos de carga modificaram a rota e têm utilizado a PR-092 e os motoristas dos automóveis passaram a trafegar pela BR-272 até a PR-092. O aumento do tráfego pesado na BR-272 preocupa os técnicos do Departamento de Estradas e Rodagem (DER) porque o pavimento da rodovia não foi projetada para este volume de carga e pode apresentar danos. O trecho mais atingido tem 25 quilômetros e está localizado entre Siqueira Campos a Tomazina.


