Curitiba- O Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) informou, na noite de ontem, que bloqueou 370 benefícios do Bolsa Família de Curitiba neste mês, dentre eles, os dos 171 servidores públicos municipais, acusados de receberem os recursos irregularmente. Desde 2004, foram bloqueados 1.709 benefícios na capital paranaense e 11.478 em todo o Estado.
Segundo o ministério, as medidas adotadas em 2004 aprimoram o sistema e outras serão implementadas. ''Para acelerar o processo, o ministério vai adotar a descentralização de benefícios, o que permitirá às prefeituras fazer bloqueios automáticos quando detectar alguma irregularidade'', diz a nota. O teste piloto será realizado em maio em seis municípios.
Uma sindicância da prefeitura de Curitiba concluiu que 171 funcionários públicos municipais recebiam o Bolsa-Família sem atenderem os requisitos exigidos pelo governo federal. Mesmo com salários de até R$ 1.800,00 por mês, eles ganhavam uma bolsa de 50 reais do governo, quando o benefício é destinado a famílias com renda média mensal de cem reais. A denúncia partiu da Fundação de Ação Social (FAS), vinculada à prefeitura, que realiza o cadastramento do programa.
A Procuradoria do município abriu um processo administrativo disciplinar contra os funcionários que constam da listagem. Os nomes não foram divulgados.
A dificuldade foi constatada em 18 de fevereiro, a partir de um cruzamento entre o quadro da administração municipal e o Cadastro Único do Ministério do Desenvolvimento Social. Entre os problemas observados na sindicância estão desde servidores que se declararam desempregados até aposentados que omitiram o recebimento do benefício. De acordo com a Procuradoria, ficou evidente má-fé por parte de alguns servidores.

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