Bloco vai unificar diplomas em 2008
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terça-feira, 01 de dezembro de 1998
Valmir Denardin 
Em cerca de uma década, cidadãos do Mercosul com curso universitário poderão exercer sua profissão em qualquer país do bloco econômico. Durante encontro, no dia 20 de novembro, em Brasília, os ministros de Educação de Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai - além de Chile e Bolívia, países associados - assinaram acordo para a criação, até 2001, de agências educacionais individuais para regulamentar a expedição de diplomas universitários em seus territórios.
Depois desse processo, será criada uma agência multinacional, para definir os critérios comuns. Segundo o ministro da Educação brasileiro, Paulo Renato Souza, a queda das barreiras para o exercício profissional, com o reconhecimento dos diplomas expedidos nos seis países, deverá ocorrer somente dentro de uma década.
O fator que mais atrasa o processo de integração é o fato de que, atualmente, apenas Brasil (por meio do Conselho Nacional de Educação) e Argentina mantêm conselhos nacionais que avaliam constantemente os cursos oferecidos por instituições de ensino superior públicas e privadas.
O primeiro passo é fazer com que os outros países criem os seus conselhos, explica Heloísa Vilena de Araújo, coordenadora de Educação para o Mercosul do MEC. O objetivo é fazer com cursos similares tenham o mesmo padrão de qualidade em todos os países do bloco.
O reconhecimento dos diplomas será gradual. Começará pelos cursos de medicina, agronomia e engenharia - os de maior interesse na região. O curso seguinte poderá ser direito, que já tem as regras de exercício profissional melhor definidas. As instituições que quiserem obter o reconhecimento serão submetidas a avaliações externas, com critérios definidos pelos países-membros.


