Bloco governistas prepara-se para derrubar 15 CPIs
formado nas últimas semanas, é que se uma das comissões for aprovada poderá começar uma nova crise política. "É evidente que uma CPI sobre o sistema de limpeza pública, que já está sendo investigado pelo Ministério Público, interessa diretamente à oposição", concorda o vereador Miguel Colasuonno (PPB). Ele diz que a tendência é "limpar" a pauta de temas que, eleitoralmente, interessam apenas ao PT. A única comissão que pode ser aprovada é a que prevê investigar a fiscalização de postos de gasolina. Isso serviria de argumento para demonstrar que a Câmara está disposta a apurar irregularidades. O bloco suprapartidário, que lembra o "centrão" criado no Congresso entre 1987 e 1988, deve reunir-se com Pitta para definir um programa conjunto para os próximos 18 meses de governo. A intenção é adaptar as reivindicações dos parlamentares e os programas de governo ao Orçamento. Os vereadores também querem definir claramente a participação que terão nos programas do Executivo. Um exemplo é a criação de 10 mil vagas na frente de trabalho. Eles temem que o lucro político fique com o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Emprego e Requalificação Profissional, Fernando Salgado. Os vereadores pretendem evitar surpresas na eleição. Diante da maioria numérica do bloco governista, a oposição conta - além da pressão popular - com a possibilidade de que a união tenha ocorrido por causa da sobrevivência imediata dos governistas. "Não acredito numa pauta comum e acho difícil essa unidade ser mantida", afirma a líder da bancada do PT, Aldaíza Sposati.Por Flávio Mello São Paulo, 23 (AE) - Depois de evitar o início do processo de impeachment contra o prefeito Celso Pitta (sem partido) e impedir a prorrogação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Fiscais, os vereadores governistas de São Paulo pretendem acabar com outras ameaças ao governo e fixar as bases da parceria política com o Executivo de olho eleição de 2000. Os alvos são pelo menos 15 dos 16 pedidos de CPI apresentados nos últimos dois anos e meio. O entendimento do bloco governista





