Blecaute provoca perda de 4 mil doses de vacina
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quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
Davi Baldussi <br> <br> Reportagem Local 
Londrina - A Prefeitura de Londrina jogou fora 4.452 doses de vacinas que estavam armazenadas em dois freezers na Centrofarma, central que distribui para os postos do município. O prejuízo é de R$ 15 mil. O material estragou depois que o gerador que deveria garantir a energia no local quebrou e blecautes foram registrados na região. De acordo com o secretário de Saúde, Edson Souza, houve uma queda de energia no dia 18 e a temperatura dos freezers variou, chegando a 11 graus. As vacinas devem ficar entre 2 e 8 graus.
No total há sete freezers que armazenam vacinas na Centrofarma, no entanto apenas as doses de dois foram descartadas, pois, segundo Souza, o material já havia sofrido uma alteração de temperatura. ''Essas vacinas estavam em freezers de postos de saúde que sofreram queda de energia e foram trazidas de volta à Centrofarma'', afirmou.
De acordo com a Copel, houve queda de energia na região da Centrofarma, na tarde do dia 17 de fevereiro, durante 35 minutos, por conta de um pássaro que entrou em contato com a rede elétrica. Neste dia havia servidores do município no local que evitaram a perda das doses.
Na noite do dia seguinte, houve uma nova queda, por conta da forte chuva que teria causado a queda de galhos. Esta paralisação da energia durou uma hora e meia, conforme a Copel. Os trabalhadores da Centrofarma estavam em recesso de carnaval.
''Um funcionário chegou a ser avisado, ele estava na formatura da filha. Quando chegou lá já havia retornado a energia e foi constatada a alteração da temperatura'', disse o secretário.
Segundo o imunologista e infectologista José Luís Baldy, quando ocorre queda de energia as vacinas que estão dentro de refrigeradores comuns devem ser colocadas em caixas com gelo e termômetros para garantir a manutenção da temperatura entre 2 e 8 graus.
Conforme ele, não existe um tempo mínimo que as vacinas suportam ficar em temperatura inadequada sem serem danificadas. ''Depende do tipo de vacina se possui vírus vivo, como a da gotinha, por exemplo, ou se é inativado, que tem mais durabilidade, caso da hepatite. Depende também da temperatura do ambiente, se está 10 graus ela suporta mais, no entanto, se é um dia quente o tempo é menor'', explicou. Na clínica de Baldy, o refrigerador é especializado na armazenagem de vacinas: ''Se há uma queda de energia o refrigerador consegue manter a temperatura por até dois dias'', contou.
O secretário não soube informar qual era o número total de vacinas que estavam armazenadas na Centrofarma. As que não foram descartadas receberam uma tarja de identificação e se sofrerem novamente uma alteração de temperatura serão descartadas. ''Seguimos protocolo do Ministério da Saúde''.
Conforme Souza, não houve prejuízo no abastescimento de postos de saúde. ''O Estado foi comunicado e no dia 23 recebemos lote de vacinas'', comentou.
Segundo Souza, o gerador da Centrofarma quebrou no dia 15 de fevereiro e estão sendo tomadas medidas para consertar o aparelho. ''Administração pública tem todo um trâmite, é preciso consultar preço de três empresas pegar toda documentação e passar para o jurídico dar o parecer. Não é igual setor privado.'' De acordo com ele, a expectativa é de que o gerador seja consertado até o início da próxima semana.


