Los Angeles, 08 (AE-AP) - As copas do mundo estão-se tornando um negócio cada vez maior para a Fifa. O presidente da entidade, Joseph Blatter, apresenta amanhã, aos 600 delegados reunidos em Los Angeles para o primeiro Congresso Extraordinário da história da Fifa os números do balanço de 1998 e o orçamento para o período que vai de 1999 a 2002.
A entidade está prevendo gastos de US$ 1,15 bilhão para os próximos quatro anos, enquanto a receita estimada é de US$ 1 bilhão. Um terço dos gastos será destinado às 200 federações e 6 confederações filiadas, para projetos relacionados ao futebol e programas de ajuda e desenvolvimento.
A maior fatia da receita vem da venda dos direitos de venda de transmissão por tevê e de uso de imagem para merchandising do Mundial de 2002, que será jogado no Japão e na Coréia do Sul.
Os maiores gastos da Fifa serão com a organização do Mundial: US$ 480 milhões, incluindo os US$ 52 milhões que cada país organizador receberá, além da quantia destinada a cada um dos 32 participantes da Copa.
Pelo balanço de 1998, o Mundial da França deu lucro à entidade. A receita da competição chegou a US$ 172,3 milhões e os gastos ficaram em US$ 133 milhões. No total, no ano passado, a Fifa teve um lucro de US$ 22 milhões.
Na reunião de amanhã, a Fifa deve debater, também, algumas modificações nos estatutos para que o ano orçamentário comece no 1.º de janeiro dos anos seguintes aos mundiais. Assim, será mais fácil ajustar os contratos de direitos de transmissão e imagem.
Essa modificação foi um dos principais motivos que levaram Blatter a convocar o Congresso Extraordinário. Mas também estarão na pauta de discussões a reorganização da Secretaria-Geral da Fifa e a unificação do calendário internacional.

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