Blatter anuncia calendário único a partir de 2005
Zurique, 12 (AE) - O presidente da Fifa, Joseph Blatter
conseguiu impor suas idéias na reunião do Comitê Executivo da entidade, encerrada hoje, em Zurique, na Suíça. Mas, certamente, encontrará uma resistência forte na Uefa até conseguir pôr em prática seu almejado calendário internacional unificado. O dirigente anunciou hoje que, a partir de 2005, todos os campeonatos nacionais deverão ser disputados de fevereiro a novembro, em 44 semanas, com datas no período reservadas para partidas de torneios internacionais e de seleções. Blatter também quer que todos os campeonatos nacionais tenham a participação de apenas 16 equipes.
Mas Lennart Johansson, presidente da Uefa, reiterou a disposição dos europeus em não cederem à tentativa de Blatter. "Queremos que os outros países adotem o calendário da Uefa", afirmou, sem rodeios. Os europeus disputam seus campeonatos de agosto a junho e têm férias na temporada de verão no Hemisfério Norte. "Se quisermos fazer algo pelo futebol, todos têm de ceder um pouco", disse Blatter.
Sua proposta para a unificação dos calendários internacionais abre caminho para a controvertida idéia de realizar copas do mundo a cada dois anos. Segundo ele, de 2009 em diante, ficariam reservadas sete semanas para os mundiais, em anos ímpares, e seis, para os torneios continentais, em anos pares.
Outra divergência entre a Uefa e a Fifa é a liberação de jogadores para seleções juvenis. Johansson advoga o pagamento de compensações financeiras para times que tenham atletas cedidos para competições internacionais, como o Mundial Sub-20, na Nigéria, em abril. Mas o secretário-geral da Fifa, Michel Zen-Ruffinen, ameaçou com suspensão as equipes que dificultarem a participação dos atletas.
ásia O Comitê Executivo transferiu a decisão dos pedidos da Confederação Asiática de Futebol (AFC) para um reunião extraordinária a ser realizada em julho, em Los Angeles. Os asiáticos querem mais uma vaga para o Mundial de 2002, que deve começar no dia 1º de junho para escapar do período de chuvas na região. Além de Japão e Coréia do Sul, que têm presença garantida por serem sede do evento, a ásia tem direito a mais um lugar, o que não contenta as autoridades do continente. "A ásia tem mais da metade da população mundial e, se a Fifa realmente quiser popularizar o esporte ao redor do planeta, deveria enxergar a importância do continente", afirmou Chung Mong-Joon, presidente da Associação Sul-Coreana de Futebol.





