Coletivo conta com cerca de 20 integrantes, mas atividades já envolveram 80 mulheres
Coletivo conta com cerca de 20 integrantes, mas atividades já envolveram 80 mulheres | Foto: Gustavo Carneiro



Em algum momento da vida, a discriminação se fez presente no contexto profissional ou social dessas e de outras milhares de mulheres negras. O fato é que no lugar do silenciamento, essas londrinenses se juntaram em um projeto que se tornou referência e um dos primeiros coletivos femininos a dar às caras na cidade.

O coletivo Black Divas completa cinco anos com um protagonismo que mira ser exemplo para outras mulheres, pois reúne militantes de diferentes áreas e notáveis profissionais. Ou seja, são mulheres negras empoderadas.

O projeto surgiu em 2013, mas já vinha sendo discutido há pelo menos oito anos pela coordenadora, Sandra Aguilera. Atualmente, o trabalho cotidiano é realizado por cerca de 20 integrantes, mas as atividades em campo já tiveram 80 mulheres envolvidas.

"Continuamos atuando também em outros movimentos, tentando transformar a sociedade. Nosso objetivo como entidade é destacar o valor da mulher em diversos âmbitos e incentivar o protagonismo, especialmente das mulheres negras", comenta Maria José Barbosa, vice-presidente do coletivo.

O Black Divas fala com o público jovem e adulto através de palestras sobre o papel da mulher na sociedade, violência, cuidados em saúde, beleza, entre outros.

Pensando em atender as comunidades mais carentes, promovem o Varal Solidário, uma ação de comercialização de roupas e acessórios com valores entre R$ 1 e R$ 2, que inclui um café da manhã, palestra sobre o universo feminino e serviços de beleza como corte de cabelo e limpeza de pele.

"Esse ano, temos ainda como meta trabalhar a questão do empreendedorismo, tanto no âmbito do fomento quanto na organização da produção da comunidade afrodescendente. Vamos cadastrá-los e auxíliá-los no sentido de formalizar seus negócios e promover cursos de aprimoramento. Até o final do ano, queremos realizar uma grande feira para comercializar estes produtos", diz Barbosa.

Outro projeto encabeçado pelo coletivo é a Marcha do Orgulho Crespo em Londrina, que terá a segunda edição em novembro, com o propósito de exaltar a beleza da mulher negra.

"Nossa luta é grande. Queremos empoderar outras mulheres para serem agentes de transformação, porque nosso papel enquanto coletivo é não deixar esfriar a luta contra a inferioridade das mulheres e garantir condições necessárias para que de fato, tenhamos igualdade de gênero em todos os espaços de representação", conclui.

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