Black blocs se infiltram em atos e enfrentam polícia
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quinta-feira, 12 de junho de 2014
André Monteiro, Felipe Souza e Leandro Machado<br>Folhapress 
São Paulo - Um grupo de cerca de cem black blocs se infiltrou em duas manifestações na zona leste de São Paulo para fazer depredações na manhã desta quinta, horas antes da abertura da Copa do Mundo. A Polícia Militar agiu com força para evitar o fechamento da Radial Leste, principal via de acesso ao Itaquerão - os atos ocorreram a mais de 10 km do estádio. A corporação destacou um grande efetivo - o número não foi informado -, inclusive homens da Cavalaria. Veículos de imprensa internacionais cobriram os atos, alguns deles ao vivo.
Duas estações de metrô e um shopping foram fechados, cinco carros tiveram os vidros quebrados e diversas placas de trânsito foram arrancadas. Ao menos 11 pessoas se feriram, incluindo uma repórter e uma produtora da rede norte-americana CNN, e dois manifestantes foram presos acusados pela polícia de portar artefatos suspeitos.
Os protestos foram bem menores do que os anunciados pelos grupos anti-Copa, que prometiam levar ao menos 3 mil pessoas às ruas. Os atos estavam marcados para as 10 horas, mas foram convocados por grupos distintos. Na estação Carrão, o "Grande Ato Não Vai Ter Copa" foi feito por grupos contra o Mundial. No Tatuapé, metroviários protestavam contra a demissão de 42 grevistas.
Nos primeiros minutos do ato contra a Copa, a PM ordenou que os manifestantes liberassem a Rua Apucarana, na esquina com a Radial. O grupo, embora pequeno, se recusou - a intenção era marchar até o Itaquerão. A Tropa de Choque usou bombas de gás e balas de borracha e dispersou os manifestantes.
Manifestantes adeptos da prática black bloc que estavam entre eles usaram ruas do bairro para chegar ao ato dos metroviários. No trajeto, o grupo, que prega a destruição em protestos, depredou carros, atirou pedras em casas e policiais, além de danificar telefones públicos.


