Bird destina US$ 60 milhões ao ''Sede Zero''
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sexta-feira, 25 de abril de 2003
Agência Estado 
Brasília - O Banco Mundial enviou ontem ao governo proposta para financiar saneamento básico em 140 municípios do País com menos de 20 mil habitantes e menor índice de desenvolvimento humano (IDH). O valor do projeto é de US$ 85 milhões, sendo US$ 60 milhões do Bird e o restante de contrapartida dos governos federal e estaduais. O dinheiro irá reforçar o programa em desenho no Ministério das Cidades que já está sendo chamado de ''Sede Zero''.
Apesar do nome semelhante ao programa Fome Zero, os recursos do Sede Zero não cairão direto no bolso do cidadão. No Fome Zero, os beneficiados receberão R$ 50,00 para gastar com comida. Já no programa para universalizar abastecimento de água e esgoto, o dinheiro será investido em obras de infra-estrutura discutidas previamente com a comunidade.
Além dos recursos do Bird e da Caixa Econômica Federal, o governo conta também com um contrato de financiamento de US$ 167 milhões a ser assinado com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para alavancar o programa. Mas enquanto o Banco Mundial financiará projetos até em lugarejos de 40 habitantes, o do BID alcançará municípios com 15 mil a 75 mil habitantes.
Integrante da secretaria nacional de saneamento do Ministério das Cidades, Clóvis Nascimento diz que não interessa a companhias privadas acabar com o déficit de abastecimento de água potável da população pobre. O diretor-presidente da Agência Nacional de Águas (ANA), Jerson Kelman, diz que ''o desabastecimento nas regiões pobres não é problema tecnológico, é de renda.''


