Biólogo educa para a ecologia
Ney de SouzaO diretor e biólogo responsável pelo zoológico municipal de Foz do Iguaçu (Bosque Guarani), Ivo Alberto Borghetti, 29, está na cidade há cinco anos. Ele diz que esse período foi de muito trabalho. Borghetti é, também, consultor técnico do Fundo Nacional do Meio Ambiente (analisa projetos ambientais elaborados por prefeituras que pedem financiamento para o Fundo) e integra o grupo de pesquisadores do Pró-antar, um projeto de pesquisadores brasileiros que trabalham na Antártida.
Folha da Amizade- Pela importância desse trabalho na Antártida, o senhor acaba de ganhar um prêmio da Universidade de Paris. Qual foi a pesquisa desenvolvida?
Ivo Borghetti- Em 91, eu participei da 10ª expedição brasileira à Antártida. O nosso trabalho, meu e de outros quatro pesquisadores, foi sobre a ecologia alimentar de peixes daquele continente. O nosso objetivo foi buscar informações sobre esse tipo de alimentação.
Folha- Por que?
Borghetti- Hoje em dia com a contaminação dos alimentos por tantas substâncias artificiais e também por causa do perigo da escassez de comida, nós pesquisadores acreditamos que, num futuro, os nossos alimentos terão que vir do fundo do mar. Por isso, precisamos saber o máximo sobre um mundo que ainda não foi totalmente desvendado e que um dia poderá garantir a nossa sobrevivência.
Folha- Quais são os outros trabalhos do Bosque Guarani?
Borghetti- Nós estamos trabalhando muito com educação ambiental. Durante o primeiro ano do zôo, inaugurado em junho do ano passado, mais de 13 mil alunos, de escolas públicas e privadas da cidade, passaram por aqui. É preciso alertar as pessoas sobre os problemas ecológicos e mostrar o que cada um pode fazer.
Folha- Quais são os próximos projetos?
Borghetti- Idéias existem muitas. Agora conseguimos um aparelho de TV e outro de vídeo que vão incrementar ainda mais o nosso trabalho na área de educação ambiental. Mas no geral, alguns dos principais planos da Secretária Municipal de Meio Ambiente são trabalhar na transformação de terrenos abandonados em áreas de lazer e a recuperação de rios.





