Rio- Graças ao uso do biolarvicida Bt-horus, desenvolvido pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), e a outras medidas de prevenção à dengue, a pequena Rio das Ostras, no Estado do Rio, teve apenas um caso confirmado da doença neste ano (um adulto que passa bem), e 14 notificações. Durante a epidemia de 2002, o número de notificados na cidade chegou a 748; no ano passado, nova marca alarmante: 317 registros.
A turística Rio das Ostras, que fica na região da Baixada Litorânea, tem 75 mil habitantes, mas, no verão e em feriados prolongados, a população chega a ser quadruplicada. O inseticida biológico, que é atóxico e bastante eficaz contra as larvas de Aedes aegypti, começou a ser testado na cidade em 2005. No ano seguinte, passou a ser utilizado em larga escala.
Os agentes sanitários - cem no total, com previsão de contratação de mais 50, segundo o prefeito Carlos Augusto Carvalho Balthazar - colocam o Bt em caixas d'água, ralos, tonéis e outros tipos de depósito de água. À população, são distribuídas embalagens de 30 mililitros, para que todos possam ajudar na luta contra o mosquito. ''As visitas são feitas diariamente; passamos de casa em casa'', explicou o diretor de Vigilância Sanitária do município, Leônidas Heringer, orgulhoso. ''O número do Estado está mais alto do que no ano passado, mas aqui está menor.''
Para o prefeito, o segredo do sucesso por lá é o comprometimento da população (que não pára de crescer; nos últimos seis anos, aumentou em 105%). Ele informou que 30% do orçamento municipal é destinado à saúde, e que o combate à dengue é uma prioridade.
Pó químico
O número de pessoas intoxicadas em um prédio no centro do Rio chega a 81, de acordo com a Secretaria Municipal da Saúde. Na tarde de ontem, a Defesa Civil interditou o prédio onde as pessoas começaram a passar mal -na rua Senador Pompeu-foi interditado pela Defesa Civil. As primeiras investigações da Polícia Civil indicam que a intoxicação pode ter sido causada pela utilização inadequada de cloro em pó. O que está sendo apurado é se o produto foi utilizado por um terreno vizinho ao edifício -possivelmente para evitar a proliferação da larva do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue.
De acordo com a Secretaria Municipal da Saúde, desde as 20 horas de anteontem, pessoas começaram a dar entrada no Hospital Souza Aguiar com sintomas de intoxicação causada por cheiro forte.
Ontem, de acordo com a pasta, outras 26 pessoas foram encaminhadas ao Souza Aguiar e outras quatro ao Hospital Miguel Couto. Os pacientes também estão sendo examinados, medicados e liberados.
O Corpo de Bombeiros informou que recebeu o primeiro chamado de pessoas que trabalham no prédio na noite de anteontem. Por volta das 10 horas de ontem, os bombeiros foram novamente acionados para ir ao edifício porque outras pessoas começaram a passar mal.
Virose e dengue
O secretário de Saúde do Ceará, João Ananias, determinou que todos os casos com sintomas de virose passem a ser tratados como dengue. A ordem foi encaminhada para todas as Secretarias Municipais de Saúde.

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