A Bio-Manguinhos, unidade da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), vai produzir até o fim do ano dois novos tipos de vacinas contra seis doenças e seis testes para a detecção de outras cinco, entre as quais Aids e dengue. Segundo o presidente da Fiocruz, Paulo Buss, com a produção nacional, o País vai economizar cerca de US$ 15 milhões anuais, gastos com a importação de kits-diagnósticos e insumos. Esta semana a Bio-Manguinhos completa 25 anos - foi fundada em 1976 para produzir vacinas contra a febre amarela em escala industrial.
As duas novas vacinas são a dupla viral (sarampo e rubéola) e a tetravalente (difteria, tétano, coqueluche e Hib, bactéria que provoca meningite e pneumonia). Atualmente a demanda do País é de 12 milhões de doses para cada uma das vacinas. ‘‘Nosso compromisso é, num primeiro momento, suprir metade dessa demanda’’, explicou Buss, o que garantiria economia de cerca de US$ 5 milhões em divisas, sem contar a economia com material.
‘‘Hoje, as vacinas de Hib e a tríplice bacteriana (difteria, tétano e coqueluche) são aplicadas separadamente. Com a tetravalente, será uma única dose. Se pensarmos que nascem 3 milhões de crianças por ano no Brasil e que elas devem tomar três doses de cada vacina até completarem um ano, a economia em seringas será imensa’’, disse Buss.
Quanto à vacina dupla viral (sarampo e rubéola), aplicada em crianças acima de 1 ano, a Bio-Manguinhos vai produzir metade do que é pedido pelo governo atualmente - 6 milhões de doses.
Até o fim do ano, a Bio-Manguinhos também produzirá para o Ministério da Sa© úde seis testes diagnósticos - leptospirose, hepatite A, dengue, Aids e dois para leishmaniose. (A.E.)

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