Curitiba - Alguns bingos de Curitiba reabriram as portas ontem com equipamentos de diversão eletrônica que, de acordo com o Sindicato dos Bingos do Paraná (Sindibingo), teriam respaldo de decisão judicial da 3 Vara Federal do Espírito Santo para funcionar. O procurador-geral do Estado, Sérgio Botto de Lacerda, não reconhece a decisão e garante que as máquinas estarão sujeitas à apreensão.
O presidente do Sindibingo, Gianfranco César Zambom, disse que antes de reabrir as casas, o sindicato encaminhou correspondência, com cópia da certidão da Justiça, à Procuradoria Geral do Estado (PGE), Ministério Público (MP) estadual e Polícia Militar (PM), informando da decisão.
Segundo Zambom, a partir de hoje, todos os bingos de Curitiba deverão retomar as atividades, uma vez que foram equipados com as máquinas das empresas Brasbin Comercial, Importação, Exportação e Serviços Ltda. e Rebin Eletrônica Ltda., que teriam a autorização judicial para explorar os equipamentos.
De acordo com a certidão da 3 Vara Federal do Espírito Santo, ''...o uso, o gozo e a fruição dos equipamentos eletrônicos de prognósticos e jogos de bingo deve ser respeitado pela União, em todo o território nacional e, assim, pelas autoridades federais e estaduais...''.
Botto de Lacerda entende, no entanto, que a decisão não vale para o Paraná. ''É lamentável que a cada semana surja uma liminar da cartola'', criticou. Para o procurador, o que vale são as decisões do Tribunal de Justiça (TJ), que negou os pedidos de liminar interpostos pelo Sindibingo e, isoladamente, por outras casas de jogos. ''A Justiça do Paraná já reconheceu que os decretos do governador (Roberto Requião) é que têm validade'', acrescentou.

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