Bingos fechados querem que governo pague indenização
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 14 de maio de 2003
Andréa Lombardo<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Representantes do Sindicato dos Bingos do Paraná (Sindibingo) e do Ministério do Trabalho devem se reunir entre amanhã e segunda-feira para discutir a situação dos funcionários das casas de bingo, que deverão ser demitidos caso os estabelecimentos permaneçam, definitivamente, fechados. Muitos empresários já estão dispensando seus empregados. Outros ainda aguardam decisões judiciais favoráveis à reabertura. De acordo com o Sindibingo, os bingos empregam, diretamente, cerca de 4 mil pessoas no Estado.
''Estamos tentando encontrar uma fórmula para que os funcionários não sejam prejudicados e nem nós'', disse o vice-presidente do Sindibingo, Luiz Eduardo Dib.
Para reduzir os gastos com as rescisões, os empresários, segundo ele, podem se amparar no artigo 486 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), que delega ao poder público a responsabilidade pelo pagamento de indenizações a complementação de 40% sobre o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) , nos casos em que a atividade foi suspensa ou encerrada por ato do governo (municipal, estadual ou federal).
O clima de incerteza dos bingos já dura mais de um mês, desde que o governador Roberto Requião (PMDB) baixou dois decretos anulando atos do governo anterior que regulamentavam a exploração das salas de jogo. A última ofensiva do governo do Estado contra a atividade foi a lacração e recolhimento de equipamentos de oito casas de bingos, no início do mês.
Dib assegura que os bingos ainda não ''jogaram a toalha''. ''Vamos lutar em todas as esferas (judiciais) possíveis para restabelecer nosso direito de trabalho como empresários do setor'', declarou.


