Bingos de Curitiba não serão reabertos de imediato
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segunda-feira, 19 de junho de 2006
Maigue Gueths<br>Equipe da Folha 
Curitiba- Celso Lanzoni, proprietário do Village Batel, casa de bingo fechada há dois anos em Curitiba, negou ontem que o Village e o Bristol Golden Bingo serão reabertos de imediato. As duas casas de bingo do Paraná têm a abertura respaldada por decisão judicial do Tribunal Regional Federal (TRF) da 2 Região, com sede no Rio de Janeiro. O problema é que os estabelecimentos fechados há tempo não estão preparados para retormar as atividades de uma hora para outra.
''Não sei de onde tiraram essa informação de que iríamos reabrir os bingos hoje (ontem). As casas não estão preparadas para abrir já'', afirmou. Lanzoni disse que o estabelecimento tem alguns equipamentos em seu interior, mas para retomar as atividades seria necessário montar toda a estrutura. Outra limitação é a falta de funcionários. ''Uma nova empresa precisaria de 100 a 120 empregados, que ainda teriam que ser recrutados e treinados'', explicou. Ele não soube precisar quanto tempo seria necessário para colocar a casa em funcionamento novamente.
A polêmica entre os bingos e o governo do Estado foi retomada na última sexta-feira. Decisão da 7 Turma do TRF-2 Região classificou as duas casas de Curitiba na ação como filiais de estabelecimentos do Espírito Santo, devendo ser beneficiadas indiretamente com a decisão da Justiça. A decisão do TRF foi uma resposta à ação judicial ingressada há um ano e meio por uma holding de cinco bingos, sediada no Espírito Santo, e com casas de jogos em quatro estados.
O governo do Estado, no entanto, não reconhece o Paraná como parte na ação. Tanto que, desde sábado, policiais militares estão em frente aos estabelecimentos para evitar que sejam reabertos. Já na sexta-feira, o procurador-geral do Estado, Sérgio Botto de Lacerda, disse que o governo não reconhece decisões judiciais válidas em outros estados.
O funcionamento de bingos no Paraná foi proibido, em abril de 2003, quando um decreto do governador Roberto Requião (PMDB) invalidou resoluções baixadas no governo anterior, que permitiam esse tipo de estabelecimento no Estado.


