Curitiba- Um bingo que funcionava clandestinamente em São Braz, ao lado do bairro turístico de Santa Felicidade, em Curitiba, foi fechado na madrugada de ontem por policiais do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope). A polícia chegou ao local a 1 hora, para checar uma denúncia anônima, surpreendendo funcionários e cerca de 15 clientes, que jogavam no momento. A casa tinha capacidade para um público maior. Sessenta máquinas eletrônicas de jogos vídeo-pôquer e caça-níquel- foram apreendidas.
O bingo funcionava na rua Vereador Toaldo Túlio, 3538. Apesar de ser a rua principal do bairro, o local não era visto pela população que transitava na região. O espaço dos jogos funcionava dentro de um grande imóvel, onde funcionam canchas de futebol de grama sintética para aluguel. O delegado do Cope, Marco Antonio Goes, acredita que o proprietário do imóvel não tivesse conhecimento da existência do bingo, mas mesmo assim será chamado para prestar depoimento.
O delegado também ainda não sabia precisar desde quando o local estava funcionando e qual era o lucro de seus donos. O gerente da casa, Rudney Raron, de 40 anos, foi levado para o Cope, que lavrou Termo Circunstanciado por contravenção penal, e liberado em seguida. O processo será encaminhado para o Juizado Especial Criminal, que determinará a penalidade.
Esse foi o primeiro bingo clandestino fechado pela polícia este ano. De acordo com o delegado, o Cope tem recebido várias denúncias, mas só este caso foi confirmado. Desde o final do ano passado, segudo ele, casas clandestinas começaram a aparecer. ''A maioria é ligada a pessoas que tinham um bingo legalizado antigamente e que agora resolveram partir para a clandestinidade'', explica.
O delegado ressaltou, ainda, as péssimas condições de higiene com que costumam funcionar as cozinhas destes locais. Por isso ele pretende solicitar a presença de representantes da Vigilância Sanitária para a próxima operação.
No dia 29 de dezembro o Cope também fechou um bingo clandestino, que funcionava em uma chácara, em Santa Felicidade. Nesse caso, tratava-se de um disque-bingo. Os clientes tinham os nomes anotados e os funcionários da casa ligavam para eles. No local havia 56 máquinas de videoloteria. O dono da chácara e o empresário locatário foram intimados e também respondem por contravenção penal. As máquinas foram encaminhadas para um barracão da Polícia Civil na Vila Hauer.

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