Islamabad, 17 (AE-AP) - Está circulando na profundamente conservadora Província da Fronteira Noroeste do Paquistão um chamado do suposto terrorista Osma bil Laden a jovens muçulmanos para promoverem uma guerra contra os Estados Unidos.
Num pôster endereçado aos "queridos jovens do mundo muçulmano", bin Laden condena a presença de tropas americanas na Arábia Saudita e os convoca para uma jihad, ou guerra santa, contra os Estados Unidos até que eles se retirem do país.
"Os jovens devem nos contactar o mais rápido possível. Fronteiras territorias não têm importância aos nossos olhos", diz a mensagem de bin Laden, que está escondido no vizinho Afeganistão. "Todas as terras pertencem a Deus".
O chamativo pôster de 23 por 18 centímetros, colado em veículos e prédios na cidade de Peshawar, noroeste do Paquistão, traz o desenho de bandeiras americana, indiana e israelense em chamas, assim como um fuzil AK-47 levantado.
"Nossa jihad irá continuar até que os Estados Unidos seja expulsos da Arábia Saudita e de outros países do mundo", diz a mensagem de bin Laden. "É nossa responsabilidade libertar o mundo do controle deles (EUA). O mundo não-islâmico deveria saber bem que um muçulmano está sempre pronto para morrer em nome de Deus".
Bin Laden também prometeu continuar com sua batalha contra os EUA, que o acusam de ter arquitetado os atentados a bomba em 1998 contra suas embaixadas no Quênia e na Tanzânia.
"Não tenho medo da América", lê-se no pôster. "Continuarei com meu trabalho. Ninguém pode me parar".
Em outro pôster espalhado pelo Paquistão, o líder supremo das forças armadas do governista Taleban afegão, mulá Mohammed Omar, promete jamais entregar bin Laden aos EUA.
"Mesmo se todo o Afeganistão seja destruído, nunca entregaremos Osama", garante ele na propaganda. "Um muçulmano não pode entregar um muçulmano a um não-muçulmano".
O pôster apareceu pela primeira vez no Paquistão logo após a visita ao país do presidente americano, Bill Clinton. Durante sua visita de seis horas, Clinton buscou ajuda do ditador paquistanês, general Pervez Musharraf, para persuadir o Taleban a entregar bin Laden, que faz parte da lista dos 10 homens mais procurados pelos Estados Unidos.

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