Nova York, 20 (AE-ANSA) - O presidente norte-americano Bill Clinton, está em crise, joga golf sozinho, ao anoitecer, sob a chuva, e até o influente semanário New York Observer sugeriu hoje a Hillary que o deixasse.
"Quem trabalha com ele disse que está melancólico, desgostoso, distraído e até triste", segundo soube por fontes da Casa Branca a colunista do New York Times, Maureen Dowd.
"Para cuidar de sua alma política e de sua saúde mental
Hillary deveria seguir o exemplo de sua heroína Eleanor Roosevelt: abandonar Bill como ela deixou seu marido, Franklin Delano", escreve no Observer o jornalista Philip Weiss.
Sem ser tão drástica, Dowd incluiu a iniciação política da primeira dama entre as razões da depressão de Clinton: "Sua filha Chelsea saiu de casa para estudar na Califórnia. Hillary e Al Gore estão tratando de ganhar suas respectivas campanhas eleitorais sem ele".
Os observadores da Casa Branca concordam que, neste longo outono de sua presidência, o presidente dos Estados Unidos se sente particularmente só.
"Nas últimas semanas deixou transparecer pelo menos duas vezes o mal-estar que às vezes parece superá-lo", escreveu John Harris, do Washington Post.
Por isso o golf "solitário" nos campos desertos do Clube de campo Army and Navy de Arlington (Virgínia), deixou mudos os colaboradores.
Os agentes do serviço secreto foram avisados no último momento da decisão do presidente de jogar apesar da chuva, e da noite que caía Quando terminou, depois de três horas, o presidente estava ensopado e gelado.
"Clinton é inteligente: está pensando no que deveria ter feito e no que fez", disse Stanley Renshon, um professor da City University de Nova York que escreveu um livro sobre a presidência marcada pelo "Sexgate".
Segundo Renshon, o chefe da Casa Branca é uma pessoa que gosta de encontrar nos outros um bode expiatório. "Em sua mente se produz uma sequência de causas, entre fui eu a razão de meus males e foram os outros."
As angústias privadas de Clinton têm um contraponto no desígnio das pessoas que estão próximas de separar-se de sua herança. Al Gore já o fez, deixando Washington e mudando seu comitê de campanha para o Tennessee. E, a propósito de Hillary, um ativista republicano próximo do prefeito Giuliani, seu hipotético rival na campanha pelo Senado, prognosticou: "Nunca o fará. Mas se pedir o divórcio, ganha".

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