Bilhete respaldou pedido de busca e apreensão na casa de Lopes
PUBLICAÇÃO
domingo, 18 de abril de 1999
Por Eliane Azevedo e Irany Tereza 
Rio, 19 (AE) - Procuradores responsáveis pela investigação envolvendo o Banco Marka disseram hoje que o bilhete do dono do banco, Salvatore Alberto Cacciola, endereçado ao ex-presidente do Banco Central Francisco Lopes, e encontrado na casa do banqueiro, foi o que sustentou o pedido de busca e apreensão na casa de ex-presidente do BC. No bilhete encontrado na casa de Cacciola o banqueiro reclama do tratamento rigoroso do então diretor de Fiscalização do BC, Cláudio Mauch, à operação de socorro a seu banco. Pede, ainda, liberação de dólar pelo BC ao câmbio de R$ 1,25, o que acabou não sendo concedido. O câmbio autorizado pelo BC para as operações no mercado futuro feitas pelo Marka foi de R$ 1,27.
O pedido de quebra de sigilo judicial dos documentos foi remetido hoje, no início da noite, pelo MPF ao juízo da 6ª Vara de Federal. Hoje, os procuradores passaram o dia catalogando o material apreendido. A lista será enviada à Justiça Federal, que examinará o caso. Mesmo que a Justiça autorize a divulgação do material, os documentos financeiros e contábeis dos bancos permanecerão sob sigilo bancário. Todos os demais poderão ser levados a conhecimento público. Caso a juíza Ana Paula Vieira de Carvalho, da 6ª Vara Federal, decida pela quebra do sigilo, os documentos seguirão para a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), em Brasília, segundo o procurador Bruno Caiado.


